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Entretenimento 08/04/2021

Ator de ‘Bridgerton’ não teria sido aceito em papel em série da DC por ser negro

Antes de ser o Duque de Hastings, Regé-Jean Page teria feito um teste para a série ‘Krypton’.

Mais um caso de racismo no cinema. O ator Regé-Jean Page teria sido cortado do elenco de uma série da DC pelo tom de pele. E quem conta é outro ator negro: Ray Fisher, o Ciborgue de ‘Liga da Justiça’.

Na última terça-feira, 6, a The Hollywood Reporter publicou que o ator Regé-Jean Page, o Duque de Hastings de ‘Bridgerton’, teria feito testes para um papel na série ‘Krypton’. Os criadores da série queriam um elenco não tradicional e, por isso, chamaram Page. Porém, fontes alegaram à revista que Geoff Johns, Diretor de Criação da DC Comics, que supervisionava a série, rejeitou a ideia porque Superman não poderia ter um avô negro. 

Regé-Jean Page escreveu em seu Twitter um dia após a divulgação da reportagem: “Ouvir sobre essa história não dói menos agora do que naquela época. Os esclarecimentos quase doem mais também. Mas eu sigo em frente. Sigo fazendo o meu trabalho”.

Um representante de Geoff Johns teria respondido à acusação e disse à revista que a escolha do elenco foi feita com base na decisão do executivo que “acreditava que os fãs esperavam que o personagem se parecesse com um jovem Henry Cavill”, que é branco e interpreta o Superman nos filmes de DC. O papel principal da série, do avô de Superman, Seg-El, acabou ficando com Cameron Cuffe, ator inglês de 28 anos.

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‘Krypton’ é do canal Syfy e se passa cerca de 200 anos antes de que Kal-El, o Superman, nascesse. O roteiro mostra a família El envergonhada e excluída da sociedade e acompanha o avô do Superman, Seg-El, que aos poucos transforma um planeta em desordem e crise em um lugar com igualdade e esperança. Mas, a série acabou sendo cancelada pelo Syfy em 2019, chegando a sua segunda temporada. 

Não é só isso

A revelação sobre ‘Krypton’ foi feita pelo ator Ray Fisher, que faz o Ciborgue de ‘Liga da Justiça’. Ele também revelou à The Hollywood Reporter sobre supostos maus-tratos que sofreu nas mãos de Geoff Johns e outras figuras poderosas de DC, incluindo o diretor Joss Whedon, do ‘Liga da Justiça’ de 2017. 

No ano passado, no Twitter, Fisher acusou Whedon de exibir um comportamento “grosseiro, abusivo, não profissional e completamente inaceitável” no set de ‘Liga da Justiça’. Ele acrescentou que Whedon foi “capacitado, de muitas maneiras, por Geoff Johns e Jon Berg” e continuou a vocalizar sua insatisfação nas redes sociais em relação a como a Warner Bros. lidou com a investigação de sua denúncia.

“Não acredito que nenhuma dessas pessoas sejam adequadas para posições de liderança. Não os quero que sejam expulsas de Hollywood, mas não acho que eles devam ser responsáveis ​​pela contratação e demissão de outras pessoas. Se minhas acusações não são levadas à diante, pelo menos eu quero alertar as pessoas sobre com quem elas estão lidando”, disse Ray Fisher na entrevista à The Hollywood Reporter.

O ator Jason Momoa de ‘Aquaman’ e a estrela de ‘Mulher Maravilha’, Gal Gadot também comentaram sobre suas experiências de trabalho em ‘Liga da Justiça’. Quando Gadot questionou algumas das falas de sua personagem, Whedon supostamente a forçou a filmá-las de qualquer maneira, ameaçou sabotar sua carreira. Na reportagem, Gal Gadot declarou: “Tive meus problemas com Whedon e a Warner Bros. lidou com isso em tempo hábil”.

Gal Gadot e Ray Fisher não são as únicas pessoas que se manifestaram sobre o comportamento problemático de Joss Whedon. No início deste ano, a atriz de ‘Buffy’ Charisma Carpenter revelou que também teria sido vítima de abuso moral por parte de Whedon. Os colegas de elenco apoiaram a atriz publicamente.