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Viúva de pastor que disse que ressuscitaria afirma que viu ‘clarão’ durante enterro, em Goiás

Mesmo que a profecia do marido não tenha se cumprido, mulher garante que fé dela não foi abalada

A esposa do pastor Huber Carlos Rodrigues, que afirmou que ressuscitaria três dias após morrer, em Goiás, disse que no momento do enterro viu um clarão ao lado do caixão do marido. Além disso, a mulher garante que, mesmo que a profecia não tenha sido cumprida, a fé dela não ficou abalada. “Muito pelo contrário, foi avivada”, destacou.

As declarações de Ana Maria Oliveira Rodrigues, de 56 anos, foram feitas ao jornal O Globo. ”Deus sabe o que faz, a minha fé não ficou abalada, muito pelo contrário, foi avivada. Eu estou com a minha consciência tranquila de que atendi a um pedido do meu marido, que tanto bem fez para esta comunidade”, disse ela.

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Sobre o clarão no momento do enterro, ela afirma que mais gente que acompanhava a cerimônia também percebeu. “Não me importo com as brincadeiras, eu entendo. Mas muita gente que estava do lado de fora da capela viu um clarão no céu na hora em que o Huber tinha pedido para ser feito o sepultamento. Ele foi muito claro quanto ao horário. Ele tinha muito medo de ser enterrado vivo”, afirmou a mulher.

O pastor morreu na última sexta-feira (22) em Itumbiara, também em Goiás, por complicações cardiorrespiratórias. Ele teve covid-19, mas já não estava mais com o vírus. Porém, ainda fazia tratamento de sequelas deixadas pela doença.

A morte dele ganhou repercussão porque ele escreveu em um documento, datado de 2008, que quando morresse ressuscitaria em três dias, mais precisamente às 23h30. “Minha integridade física tem que ser totalmente preservada, pois ficarei por três dias morto, sendo que no 3ª dia, eu ressuscitarei. Meu corpo durante os três dias não terá mau cheiro e nem se decomporá, pois o próprio Deus terá preparado minha carne e meu cérebro para passar por essa experiência”, escreveu o pastor.

Ainda segundo o documento, para que a profecia se tornasse verdadeira, o corpo dele não deveria passar por autópsia, cirurgia ou “qualquer tipo de medicação ou preparação do corpo pela funerária”. Na época, a declaração foi assinada por duas testemunhas.

Com a morte do pastor, a esposa dele foi até a funerária em Goiatuba, no sul de Goiás, e pediu que o corpo dele ficasse refrigerado, sem nenhum tipo de contato, até que fosse respeitado o prazo de três dias, que terminou na noite de segunda-feira (25). Ana Maria chegou a entrar com um pedido na Justiça para impedir que o marido fosse enterrado antes desse prazo.

Segundo ela, mesmo não tendo ressuscitado, como previsto, o corpo do marido não entrou em decomposição no período em que esteve na funerária. “Na hora, você pensa: ‘Deus, não vai acontecer?’. Não foi fácil para mim, fiz tudo com toda a minha alma e minha fé. De fato, eu sou testemunha de que ele não exalava qualquer mau cheiro. A pele dele era íntegra, mesmo sem ter passado pelos procedimentos de conservação do corpo. Isso nunca aconteceria, numa situação normal, com uma pessoa que estivesse morta há tanto tempo, porque o odor seria muito forte”, disse a esposa.

Espera pelo enterro

A Prefeitura de Goiatuba informou que a Vigilância Sanitária chegou a notificar a funerária a realizar o sepultamento imediato do corpo, na segunda-feira. Porém, a funerária disse que respeitou o desejo dos familiares e aguardou o prazo pedido por eles.

Enquanto isso, centenas de pessoas se aglomeraram na frente da funerária para aguardar a ressureição do pastor. Como ela não ocorreu após os três dias, o sepultamento foi realizado à 0h30 de terça-feira (26), com presença de muitos seguidores e até uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

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