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‘Encontro’: Artistas prestam homenagens e se despedem de Jô Soares: ‘Defensor da comédia’

Fabiana Karla, Tatá Werneck, Fábio Porchat e Patrícia Poeta contaram suas histórias ao lado do astro

Artista morreu hoje, aos 84 anos, em SP

O programa “Encontro”, da TV Globo, repercutiu na manhã desta sexta-feira (5) sobre a morte do ator, escritor, humorista e apresentador Jô Soares, aos 84 anos. Ele estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, para tratar de uma pneumonia. Famosos relembraram a trajetória do artista e fizeram homenagens (veja no vídeo abaixo).

A atriz Fabiana Karla disse que a arte brasileira fica mais “pobre” sem a presença do humorista. “Quando a gente admira muito uma pessoa, a gente acha que ela é eterna. Comigo era assim, eu achava que o Jô seria eterno. Quem dera? Quem teve o prazer de sentar naquele sofá, trocar uma ideia, bater um papo, e desfrutar um pouco da inteligência, do humor, da presença do Jô, é um privilegiado e eu sou uma delas. Hoje a arte amanhece triste, amanhece pobre, e leva um pouquinho da gente também junto”, disse ela.

Emocionada, Tatá Werneck também prestou sua homenagem ao artista. “Eu quero ser aquilo que vi ele sendo: um defensor da comédia, um humorista, um comediante respeitado. A comédia sempre foi ali um primo pobre das artes dramáticas e ele mudou a vida de muitos comediantes, pois ir no Jô era mudar a vida, né. Sentar ali naquele sofá super concorrido significava mudar a vida. Aqueles 15 minutos podiam transformar a trajetória de alguém e o Jô conduzia aquele tempo como quem sabia que estava mudando a vida de alguém. Te amo e te admiro, Jô”, destacou ela.

Fábio Porchat também participou do “Encontro” e falou sobre o impacto que o artista teve na vida dele. “Quando eu penso no Jô hoje, eu penso em todas as noites que eu ia dormir tarde por conta dele. Penso em todas as risadas que eu dei e penso em todas as pessoas que eu conheci através do Jô. E eu, pessoalmente, devo muito a ele, pois foi o cara que me fez descobrir que fazer os outros rirem é uma missão. É uma função primordial, principalmente em um país como esse. Obrigado, Jô, por tudo”, ressaltou.

O programa ainda ouviu outros famosos e a própria jornalista Patrícia Poeta relembrou de quando foi entrevistada pelo artista no “Programa do Jô”. “Eu era moça do tempo e repórter e ia fazer uma reportagem para contar que ele ia voltar para a Globo. Esse aqui [o estúdio do ‘Encontro’] foi o mesmo que ele fez o programa por vários anos. E cá estamos nós fazendo o programa, no mesmo prédio, 22 anos depois, e homenageando esse cara que levou tanta alegria pra gente”, disse.

Alguns profissionais que atuam nos bastidores do matinal, que também trabalharam com Jô Soares, falaram de suas lembranças com o apresentador. Já a jornalista Tati Machado visitou o camarim que foi do artista por muitos anos.

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A morte

Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5) no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo. As causas da morte ainda não foram reveladas. A confirmação do falecimento foi feita nas redes sociais por sua ex-mulher Flavia Pedras (veja abaixo).

Na publicação, no Instagram, ela escreveu: “Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados. O funeral será apenas para família e amigos próximos. Assim, aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor.”

“Viva você meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo. Obrigada para sempre, pelas alegrias e também pelos sofrimentos que nos causamos. Até esses nos fizeram mais e melhores Amor eterno, sua, Bitika”, concluiu Flavia.

Conforme a publicação da ex-mulher do apresentador, o enterro e velório serão reservados à família e amigos, em data e local ainda não informados.

O artista ficou conhecido por participações em atrações humorísticas históricas como “A Família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Mas foi em talk-shows que ele se destacou como o apresentador mais famoso do país. Além de atuar em 22 filmes, ele também escreveu cinco livros e é considerado um pioneiro do stand-up.

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