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Suzane oficializa união estável com médico pai do seu filho e passa a ser ex-Richthofen; entenda

Condenada por matar os pais, ela abandonou o sobrenome famoso e adotou legado da avó materna

Casal mora no interior de SP

Suzane Richthofen, de 40 anos, condenada por matar os pais, oficializou a união estável com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem tem um filho e mora em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A medida foi feita em um cartório de Angatuba, também no interior paulista, no último dia 13 de dezembro. Além disso, a ex-presidiária aproveitou para mudar de nome, adotando o sobrenome da avó materna e do marido. Assim, ela passou a se chamar Suzane Louise Magnani Muniz.

A revelação foi feita pelo jornalista Ulisses Campbell, que assina a coluna “True Crime”, no jornal “O Globo”. Segundo a reportagem, a mudança ocorreu em todos os documentos de Suzane, que, para não cortar todos os vínculos familiares, adotou o sobrenome da avó materna, Lourdes Magnani Silva Abdalla, que morreu aos 92 anos, em 2012. Além disso, incluiu o Muniz do companheiro.

O novo nome da ex-presidiária já consta na Certidão de Nascimento do filho, que nasceu na noite do último dia 26 de janeiro. O registro foi oficializado três dias depois, sendo que a criança recebeu o nome do pai e o sobrenome atual da mãe. Mas no campo destinado aos avós maternos do menino, constam os nomes de Marísia e Manfred von Richthofen.

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Segundo Campbell, Suzane teve dois motivos fortes para mudar o sobrenome. O primeiro é tentar se desassociar de um dos crimes de maior repercussão no Brasil, o assassinato dos pais dela, ocorrido em 2002.

O segundo motivo é o fato de tentar agradar a família de Muniz, que não aceitou bem o relacionamento dele com a ex-presidiária. Com o nascimento do primeiro filho do casal, os parentes temem que a criança sofra retaliações e, assim, o novo sobrenome da mãe pode ajudar nesse disfarce.

Ela mudou se sobrenome ao oficializar união com médico

Nascimento do primeiro filho

O nome de Suzane voltou a ficar em alta depois do nascimento do seu primeiro filho, no último dia 26, em um hospital de Atibaia, no interior paulista. Para evitar o assédio, foi montada uma verdadeira “operação de guerra” na unidade de saúde, até com ameaças de demissão aos funcionários que vazassem a informação.

Conforme revelou Campbell, Suzane fez todo o pré-natal com a obstetra Taís Albrecht de Freitas, no complexo hospitalar Santa Casa, em Bragança Paulista. Contudo, como a ex-presidiária costuma causar muito alvoroço quando é reconhecida, o namorado decidiu levá-la para o parto no hospital em que trabalha, onde obteve apoio da direção para manter o parto em sigilo.

Suzane precisou pedir autorização da Justiça para o atendimento em outra cidade, já que ela cumpre pena no regime aberto e precisa comunicar sobre eventuais mudanças de endereço, mesmo que apenas por alguns dias.

Campbell contou que a direção do Hospital Albert Sabin fez uma reunião com funcionários detalhando como seria a “operação de guerra” para receber a paciente famosa. As ligações feitas na unidade após a entrada de Suzane foram monitoradas e, em caso de vazamento da informação, o funcionário seria demitido.

Assim, a ex-presidiária deu entrada na madrugada do último dia 25 pelos fundos, acessando um dos laboratórios, e rapidamente encaminhada ao quarto. Os funcionários foram proibidos de falar com ela sobre qualquer assunto que não fosse relacionado ao parto.

“Ficou todo mundo apreensivo, com medo de ser punido. Foi um bochicho generalizado. Quando a informação do parto vazou, ficamos com medo de ser alvo de investigação ou sindicância, porque muita gente viu Suzane no hospital”, contou uma funcionária, que não quis ser identificada, à Campbell.

Após o parto, Suzane deixou o hospital na noite de sábado (27), novamente sob um forte esquema de segurança. Ela não recebeu nenhuma visita durante a internação e agora o acompanhamento pós-cesárea deverá ser feito pelo próprio marido.

Morte do casal Richthofen

Segundo a Justiça, Suzane planejou a morte dos próprios pais e teve a ajuda do então namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos, para a execução do casal. O crime ocorreu no dia 31 de outubro de 2022.

Logo depois do início das investigações, a jovem foi presa. Em 2006, ela foi julgada e condenada a 39 anos e seis meses de prisão em regime fechado. No entanto, entrou com vários pedidos de revisão e conseguiu reduzir o tempo para 34 anos e 4 meses de prisão. A previsão é que ela, que está em regime aberto desde o início deste ano, cumpra a sentença no dia 25 de fevereiro de 2038.

A primeira vez que Suzane deixou a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo, foi em março de 2016, depois de conquistar o regime semiaberto e ter direito a uma saída temporária de Páscoa. Em setembro do ano passado ela obteve mais uma “saidinha temporária”, quando chamou a atenção por conta da aparência. Bem vestida, ela virou alvo de várias publicações nas redes sociais.

Ela tentava obter a progressão desde 2017 para o regime aberto, mas até então todos os pedidos tinham sido negados. No início de 2023, ela finalmente conseguiu o benefício.

Depois que saiu da prisão, Suzane passou a morar em Angatuba, também no interior de São Paulo. Além de cursar biomedicina em uma faculdade particular, ela também prestou o concurso público da Câmara Municipal de Avaré, visando uma vaga como telefonista.

Além disso, abriu um cadastro de Microempreendedor Individual (MEI) no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Angatuba para seu ateliê de costura. Agora, teve um filho e vive com o marido em Bragança Paulista.

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