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Futebol: por que é proibido tirar a camisa na hora de comemorar um gol?

Jogadores são advertidos com cartão amarelo caso realizem o ato

Partida de futebol

Se você é fã de futebol e acompanha há alguns anos ou até mesmo começou a acompanhar recentemente e tem curiosidades de saber as regras do esporte, você já deve ter percebido um padrão em comum. Após o jogador fazer um gol e comemorar retirando a camisa do time, ele automaticamente é advertido com um cartão amarelo. Neste caso surgem duas perguntas, a primeira tem a ver com a motivação de retirar a camisa: se o jogador sabe que ele levará um cartão amarelo, por que mesmo assim ele retira a camisa? E a segunda: por qual motivo ele leva essa advertência, já que não é algo tão grave assim, como uma falta, discussão, xingamento, etc?

A primeira pergunta é praticamente impossível de responder, talvez tenha a ver com a emoção do jogo e o jogador simplesmente realiza o ato no automático, sem pensar nas consequências. Já a segunda pergunta é mais fácil, pois a regra nas regras oficiais do futebol.

De acordo com o Tiktoker especializado em futebol, Alvin Bianchim, a lenda começa com o, agora ex-jogador uruguaio, Diego Forlán, que no campeonato de 2003/2004, quando jogava pelo time inglês Manchester United, marcou um gol, retirou a camisa e foi para a torcida comemorar. Até aí tudo bem, mas o que impactou mesmo foi o fato de que, quando o juiz reiniciou o jogo, ele ainda estava sem camisa e inclusive correu atrás da bola e efetuou toques nela dessa forma.

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Neste mesmo ano a a Federação Internacional de Futebol (Fifa) atualizou o seu livro de regras e oficializou a punição. Sendo assim, todo jogador que fizesse um gol e comemorasse retirando a camisa, seria punido com um cartão amarelo. Mas será que a regra foi implementada apenas por esse motivo? A resposta é: não!

Antes do ocorrido com Diego Forlán, muitos jogadores já realizavam essa comemoração, porém eles levavam em baixo da camisa do time, outras camisas, normalmente na cor branca, com algumas frases, como por exemplo homenageando as famílias, pedindo paz e até mesmo apoiando candidatos políticos.

Os dirigentes do futebol, os patrocinadores e a Fifa ficaram com receio da prática virar algo comercial e os jogadores começarem a colocar patrocinadores nas camisas, por isso tratou de coibir a prática, após a chegada na federação do então diretor de marketing e televisão, Jérôme Valcke, que propôs a regra, oficializada no final de 2004.

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