Social

Dois jornalistas são mortos durante uma troca de tiros entre gangues rivais

Os profissionais foram mortos enquanto entrevistavam o líder de uma das gangues em uma área violenta do país.

Representação

Os jornalistas Amady John Wesley e Wilguens Louissaint foram mortos enquanto entrevistavam o líder de uma gangue nos arredores da capital haitiana de Porto Príncipe.

Conforme notícia publicada pelo The Mirror, os homens foram alvejados por disparos enquanto realizavam a entrevista em uma região violenta do Haiti, que está em situação de guerra territorial.

Além de Wesley, que trabalhava para uma estação de rádio, e Louissaint, que era repórter de uma emissora local, um terceiro jornalista conseguiu escapar do ataque ao grupo.

A Ecoute FM confirmou a morte de Wesley em um comunicado realizado por Francky Attis, diretor geral da emissora. “Condenamos nos termos mais veementes este ato criminoso e bárbaro”, afirmou.

Attis ainda denunciou o “grave atentado à vida dos jornalistas que exercem livremente a sua profissão no país”.

Os jornalistas realizavam uma reportagem quando foram alvejados por uma gangue rival

Sediada em Montreal, cidade canadense que abriga uma grande comunidade haitiana, a emissora pediu ao governo do Haiti que “atue com responsabilidade para criar condições de segurança favoráveis a todos”.

O pedido vem em um momento no qual as gangues haitianas ampliaram seu alcance para além dos bairros mais pobres, sendo que a área de Laboule 12 é o local de intensos conflitos entre gangues armadas que tentam tomar o controle da região.

Confira também:

Um rota que passa por esta região é a única alternativa para chegar à metade sul do país, uma vez que a estrada principal foi controlada em junho por uma das gangues mais poderosas do Haiti.

Os conflitos se intensificaram com a crise política gerada após o assassinato do presidente Jovenel Moise em sua residência. Desde então, o Haiti registrou ao menos 950 sequestros ao longo de 2021.

Tags

Últimas Notícias


Nós recomendamos