O homem que bebeu suco radioativo até que seus ossos se desintegrassem e sua mandíbula caísse

Por Brenno Quadros

Em 1896, o físico Henri Becquerel descobriu as propriedades radioativas do urânio. Em seguida, o casal de físicos Marie e Pierre Curie descobriram que outros elementos químicos como o polônio, o tório e o rádio também emitem radiação.

Segundo o IFLS, não tardou até que as pessoas, empolgadas com a descoberta, começassem a criar produtos como a pasta de dente radioativa (veja a foto abaixo).

pasta Reprodução / IFLS

Em 1927, o playboy esportista Eben Byersm caiu da cama de um trem e machucou o braço, o que teria prejudicado o seu desempenho nos esportes e no sexo. Para aliviar a dor, um médico receitou a ele uma bebida chamada ‘Radithor’ (possivelmente porque seu inventor oferecia dinheiro aos médicos por cada bebida prescrita).

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Por coincidência ou placebo, a dor de Byers desapareceu e ele a atribuiu a cura milagrosa ao Radithor, que era essencialmente rádio diluído em água. A partir de então, ele se convenceu dos benefícios da bebida e passou a enviar caixas do produto a colegas de trabalho e namoradas. O playboy deu Radithor até mesmo aos seus cavalos. Ele próprio afirmou ter bebido 1.400 frascos de 15 ml da bebida (que era cara).

radithor Reprodução / IFLS

Após alguns anos, ele começou a perder peso, ter dores de cabeça e muitos de seus dentes começaram a cair: "Toda a mandíbula superior de Byers, exceto dois dentes da frente, e a maior parte da mandíbula inferior foi removida. Todo o tecido ósseo remanescente de seu corpo estava se desintegrando e buracos estavam se formando em seu crânio." – Declarou o seu advogado, na ocasião.

Ele só soube que seu caso era terminal algumas semanas antes de morrer, aos 51 anos, quando apenas seis de seus dentes de cima ainda permaneciam em seu corpo. Após a sua morte, muitos outros médicos testemunharam sobre os efeitos nocivos da radiação, dando adeus à indústria do charlatanismo radioativo. Para minimizar os riscos à saúde de outras pessoas, ele teve que ser enterrado em um caixão de chumbo.

O inventor da Radithor, entretanto, insistiu que sua bebida era segura até morrer de câncer de bexiga, em 1949. Quando os pesquisadores médicos exumaram seu cadáver 20 anos depois, descobriram que suas entranhas foram devastadas pela radiação e que seus restos mortais ainda estavam quentes.

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