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Menina de 3 anos baleada em carro da família segue em estado gravíssimo; PRF afastou três agentes

Pai diz que policiais rodoviários alvejaram o veículo antes de abordagem, no Arco Metropolitano, no RJ

Pai diz que foi a PRF quem atirou

A menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, que foi baleada enquanto estava no carro da família, no Arco Metropolitano, em Seropédica, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, permanece internada em estado gravíssimo. Conforme o boletim médico, divulgado na tarde de domingo (10), a criança segue entubada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

Depois que o pai dela denunciou que os tiros foram disparados por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), antes que fizessem uma abordagem, a corporação informou que três policiais foram afastados das funções e que as circunstâncias do caso são investigadas.

“As circunstâncias estão em apuração pela Corregedoria da PRF. A instituição colabora com as investigações da polícia judiciária para esclarecimento dos fatos. Os policiais envolvidos foram preventivamente afastados das funções operacionais, inclusive para atendimento e avaliação psicológica”, destacou a PRF, em nota.

Relembre o caso

O caso aconteceu na noite de quinta-feira (7). Além de Heloísa e os pais, estavam no carro a irmã dela, de 8 anos, e uma tia. A família, que mora em Petrópolis, passou o feriado do Dia da Independência em Itaguaí e, enquanto voltava para casa, passou pelo posto da PRF.

Silva ressaltou que estava na velocidade permitida e não foi abordado. Mas, logo depois, percebeu quando um veículo da corporação passou a segui-lo. Assim, o motorista disse que deu seta e, antes de conseguir parar, os agentes efetuaram disparos.

“A Polícia Rodoviária Federal estava parada ali no momento que a gente passou. A gente passou e eles vieram atrás. Aí eu falei: ‘Bom, tudo bem, mas eles não sinalizaram para parar’. E aí, como eles estavam muito perto, eu dei seta e, neste momento, quando meu carro já estava quase parado, eles começaram a efetuar os disparos”, disse o pai em entrevista à TV Globo, reproduzida pelo site G1.

“Eu coloquei a mão para o alto, saiu todo mundo, só a minha menorzinha que ficou dentro do carro”, lamentou o pai.

Silva disse, ainda, que os policiais ficaram “desesperados” e alegaram que os tiros vieram de outro local. Porém, o homem contesta essa versão. “Disseram que disparos vieram de outros locais, sendo que só tinha o meu carro e o carro deles no Arco Metropolitano, escuro, de noite”, afirmou.

Heloísa foi atingida pelo tiro na cabeça e coluna. Ela foi socorrida e, no Hospital Adão Pereira Nunes, passou por uma cirurgia de risco. A menina permanece no CTI, sem previsão de alta, com quadro considerado gravíssimo.

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