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Clonagem de WhatsApp: saiba como se prevenir e o que fazer caso caia no golpe

Polícia Civil de São Paulo dá dicas de como evitar ser alvo de criminosos.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo criou uma cartilha onde reúne os principais golpes eletrônicos que são aplicados atualmente. O material explica como os delitos são praticados e quais as providências a pessoa precisa tomar caso se torne vítima dos bandidos. Uma dessas ações criminosas é a clonagem de WhatsApp.

O Metro World News conversou com o delegado Gaetano Vergine, titular da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que investiga esse tipo de golpe. Ele explicou quais os principais cuidados que devem ser tomados por todos, pois ninguém está isento de ser alvo dos criminosos.

«Ainda tem muitas pessoas que caem no golpe porque estão distraídas. Isso não é culpa da vítima em si, mas ela pode tomar alguns cuidados para se prevenir. Da mesma maneira que temos que ter cuidado com doenças, cuidado ao atravessar a rua, temos que ter muito alerta com o mundo virtual, pois os golpistas se aproveitam mesmo. O brasileiro é um cidadão crédulo, ele acredita no outro e acaba sofrendo os golpes», destacou.

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O delegado destacou, ainda, que a clonagem de WhatsApp é um alvo fácil dos criminosos, pois nem sempre as pessoas se preocupam em seguir os passos de segurança.

«O usuário deve ativar, em primeiro lugar, a confirmação em duas etapas. Além disso, nunca deve passar o código verificador recebido por meio de SMS para estranhos. É importante que ela desconfie sempre de quem liga para o celular pedindo a confirmação de dados, ou pedindo transferências bancárias com urgência. Ela nunca deve ceder informações sem antes ter a devida certeza de quem está do outro lado», ressaltou Vergine.

O golpe

Segundo a cartilha da Polícia Civil, normalmente o criminoso liga ou envia uma mensagem se passando por um funcionário de site de compra ou de um banco e diz que estará encaminhando um código promocional ou código de confirmação. Ele pede para que a vítima informe esse código que, na verdade, é a verificação do WhatsApp e com ele o criminoso consegue clonar a conta do consumidor.

Após a clonagem, o criminoso passa a enviar mensagens para os contatos da vítima, fingindo ser ela, pedindo dinheiro. As desculpas para solicitar dinheiro emprestado são as mais diversas, e, na maioria das vezes, os alvos principais da investida são os parentes mais próximos e amigos que, acreditando na mensagem, acabam depositando ou transferindo valores seguindo as coordenadas do criminoso.

«Por isso é importante que a pessoa nunca repasse dados pessoais por telefone, pois as empresas, bancos e sites de e-commerce confiáveis nunca solicitam esse tipo de informação. Também é sempre importante tentar falar com o parente, em caso de solicitação de dinheiro, para confirmar se, de fato, se trata da pessoa. Os criminosos mudam a foto do perfil, colocam a foto do familiar, tudo para ludibriar a vítima», ressalta o delegado.

Confira abaixo o passo a passo para evitar o golpe:

  1. Ative a “Confirmação em duas etapas” no WhatsApp. Clique aqui para acessar o link;
  2. Nunca forneça o código verificador que você recebe via SMS em seu celular;
  3. Não instale apps de terceiros ou compartilhe informações pessoais a pedido de ninguém pelo WhatsApp;
  4. Desconfie de situações em que a pessoa solicita a realização de transferências e pagamentos em caráter de urgência;
  5. Ligue para a pessoa que solicitou o dinheiro e verifique se realmente é ela quem está solicitando a transação.

Caso tenha sido vítima, o que fazer?

  1. Envie um e-mail para support@whatsapp.com com o assunto “CONTA HACKEADA – DESATIVAÇÃO DE CONTA”. Relate o ocorrido e siga as instruções do provedor;
  2. Em posse de todas essas informações, procure a Delegacia de Polícia mais próxima de sua casa ou registre um Boletim de Ocorrência Eletrônico através do site da Delegacia Eletrônica na opção «outros crimes»;
  3. Peça para amigos e familiares excluírem o telefone clonado de grupos e alertarem o máximo de contatos em comum sobre o ocorrido.

Vítima foi quem fez o pagamento. E agora?

  1. Entre em contato com o banco e tente bloquear o valor;
  2. Providencie cópia (prints) das conversas realizadas, bem como do comprovante de pagamento;
  3. Em posse dessas informações, procure uma Delegacia de Polícia ou a Delegacia Eletrônica para o registro de Boletim de Ocorrência.

Mais cuidados

A Polícia Civil ainda orienta os usuários de aplicativos bancários em dispositivos móveis a habilitar as ferramentas de segurança oferecidas nos celulares, bem como a evitar certos comportamentos que podem facilitar a ação dos criminosos.

É importante não guardar senhas bancárias e de cartões de crédito no bloco de notas do celular ou em aplicativos de mensagens e e-mails; evitar usar a mesma senha para diferentes aplicativos ou contas bancárias; evitar entrar em sites maliciosos e não armazenar fotos de cartões de crédito ou de débito nas bibliotecas de imagens.

Também é fundamental que não sejam fornecidos a terceiros senhas, dados de autenticação ou conteúdo de mensagens. Além disso, caso o usuário receba mensagens de remetente desconhecido seja por aplicativos ou e-mails, ele deve providenciar o bloqueio do contato de quem enviou.

«Hoje em dia não existe um perfil único de vítimas. Temos casos de pessoas com cargos elevados, até no serviço público, como empresários, até pessoas simples, idosas. Não existe um padrão. Todo mundo está sempre em risco, já que, na maioria dos golpes, os bandidos usam da malícia para contar uma história e enganar a vítima. Então todo cuidado é pouco», concluiu o delegado.

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