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Vacinação faz mortes e casos caírem quase 35% em um mês

O Brasil parece, enfim, enxergar uma luz no fim do túnel diante da dramática situação da pandemia de covid-19. Claro que a batalha contra o coronavírus ainda está longe de ser vencida. Mas a atual situação em relação aos números de mortes e casos é a melhor desde o começo do ano, quando a segunda onda ainda não tinha atingido o país.

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Dados do Ministério da Saúde e do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) mostram que a média móvel de casos e mortes apresentou queda significativa nos últimos 30 dias. Os óbitos caíram 34% – de 1.664 para 1.094 por dia –, enquanto as  novas infecções do vírus diminuíram 33% – de 70.381 para 47.091 por dia.

A média móvel é calculada a partir da soma e divisão dos números dos últimos sete dias. O método é utilizado para que os dados não mostrem altas discrepâncias, principalmente por causa dos finais de semana, quando as notificações são menores.

E a atual situação esperançosa do Brasil tem uma razão: a vacina. Até ontem, 64,3% da população adulta do país havia recebido ao menos uma dose do imunizante. Aqueles que tomaram duas doses ou a aplicação única da Janssen são 24,7% dos brasileiros elegíveis para vacinação até o momento.

De acordo com a diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Mônica Levi, os números positivos são um reflexo da imunização, mas a pandemia está longe do fim e o Brasil ainda tem desafios pela frente.

“Chegamos ao momento que é fundamental completar o esquema vacinal da população. Temos que acelerar a aplicação da segunda dose. A porcentagem de pessoas com as duas doses no organismo ainda é pouca”, explicou Mônica.

Para ela, um dos principais motivos da urgência é o perigo da variante delta. “Estudos já mostraram que apenas uma dose das vacinas tem uma carga de proteção baixa contra a delta. Há um escape imunológico quando o esquema vacinal não está completo. Além de proteger contra a delta, a imunização também defende a população contra o surgimento de novas cepas.”

Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu 164,4 milhões de doses para os estados, sendo 81,5 milhões da Oxford/AstraZeneca, 60,4 milhões da CoronaVac, 17,8 milhões da Pfizer e 4,7 milhões da Janssen. No entanto, o país voltou a apresentar apagão de imunizantes em pontos de vacinação no início desta semana. Nove capitais precisaram paralisar as campanhas por ao menos um dia.

A pasta afirmou que está prevista a entrega de 10,2 milhões de vacinas até  sexta-feira, o que pode restabelecer o ritmo de vacinação pelo país.

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