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/ Reprodução/Instagram
Foco 20/07/2020

Ativista Greta Thunberg doa prêmio de 100 mil euros para SOS Amazônia

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg recebeu, nesta segunda-feira (20), o prêmio Gulbelkian para a Humanidade da portuguesa Fundação Calouste Golbekian. A jovem receberá o valor de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,1 milhões) por sua mobilização das jovens gerações na luta pelo clima e o meio ambiente.

O presidente do Grande Júri do Prêmio Gulbenkian, Jorge Sampaio, ressaltou que a escolha da jovem entre outras 79 organizações e 57 candidatos internacionais foi de amplo consenso. Sampaio destacou a “forma como Greta Thunberg conseguiu mobilizar as gerações mais novas para a causa do clima e a sua luta tenaz por mudar o status quo que teima em persistir, que fazem dela uma das figuras mais marcantes da atualidade”.

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Na nota oficial, Sampaio ainda destacou que a jovem ativista de 17 anos tem a “enorme responsabilidade de consolidar o seu papel de pedagogia e de liderança no combate contra as alterações climáticas como condição do desenvolvimento sustentável, para o qual a atribuição desse prêmio pretende contribuir”.

O prêmio será dividido em diversas doações, a primeira delas sendo destinada para a organização não-governamental brasileira SOS Amazônia, criada na década de 80 com auxílio do ambientalista seringueiro Chico Mendes. A ONG receberá o valor de 100 mil euros (R$ 610 mil) da ativista.

Outros 100 mil euros irão para a Stop Ecocide Foundation, que soa o alerta contra a destruição dos ecossistemas globais e visa torná-la um crime internacional. O restante do prêmio ainda está para ser destinado a outras entidades escolhidas por Thunberg.

Em sua conta no Instagram, Thunberg afirmou estar “extremamente honrada” com a premiação. “Nós estamos em uma emergência climática, e minha fundação vai doar o mais rápido possível todo o prêmio de 1 milhão de euros para apoiar organizações e projetos que estão lutando por um mundo sustentável, defendendo a natureza e apoiando pessoas que já estão enfrentando os piores impactos do clima e da crise ecológica, particularmente aqueles que vivem no sul do globo”, postou a ativista.