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Violência contra crianças e adolescentes cresceu 14% em 2019

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nesta segunda-feira (18) os dados mais recentes sobre violência e violação de direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Hoje, 18 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Segundo levantamento das denúncias feitas por meio do Disque 100, dos 159 mil registros feitos ao longo de 2019 pelo Disque Direitos Humanos, 86,8 mil são de violações de direitos de crianças ou adolescentes, um aumento de quase 14% em relação a 2018.

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O ministério aponta como razão para o aumento de denúncias a «rapidez no atendimento», que foi de 71 segundos em 2018 para 11 segundo em 2019.

Meninas são maioria
Segundo o levantamento das denúncias, 55% das vítimas é menina, e tem entre 4 e 11 anos. As mulheres entre 18 e 59 anos também aparecem como maioria entre os suspeitos.

«“A mãe aparece muito como autora da violência. A maioria das famílias brasileiras é comandada por mulheres”, lembrou a ministra. Damares ressalta que uma parte significativa da violência praticada por mulheres é física ou psicológica.

Nos casos específicos de violência sexual, os padrastos (21%) são os principais abusadores, seguidos de pai (19%), mãe (14%), tio (9%) e vizinhos (7%).

Violência sexual
Somente no ano passado, foram registrados mais de 17 mil casos de violência sexual. O secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente, Maurício Cunha, explicou que apenas cerca de 10% dos casos são denunciados a autoridades. «A maior parte dessas violações é perpetrada por pessoas próximas à vítima e a grande maioria delas no ambiente doméstico, o que torna mais difícil ainda nós trabalharmos com políticas políticas públicas que possam penetrar nesse ambiente doméstico», detalhou.

«Os outros tipos de violações são claramente visíveis, a violência sexual, não. Na maioria das vezes, é silenciosa», complementa a ministra Damares Alves.

Quarentena
Durante a pandemia, as denúncias caíram 17,1%, contrariando uma expectativa de aumento ou estabilização. A suspeita é de que em casa, longe da escola, muitas crianças estejam mais expostas a situação de abuso e exploração sexual.

Como denunciar
Até o final deste mês o ministério promete ampliar o atendimento às vítimas por meio de um número para denúncias via WhatsApp.

As vítimas também poderão continuar fazendo denúncias tanto pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos) quanto pelo ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Há ainda o app Direitos Humanos Brasil que pode ser baixado gratuitamente nas versões Android e IOS.

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