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Foco 05/06/2017

Estudante de 9 anos vai representar o Brasil em torneio internacional de robótica

Luca Marianetti, 9 anos, é o vencedor do Campeonato Brasileiro de Robótica Estrutural e vai representar o país em Las Vegas, nos Estados Unidos, em um torneio mundial em agosto.

Como ele ganhou o título? Ah, foi bem simples. “O projeto precisava de peças, como um motor, que não estavam mostradas claramente no desenho. Depois de perceber isso, fui bem mais rápido do que os outros.”

Parecem palavras de engenheiro formado, mas Luca estuda robótica desde os 5 anos no projeto Jovem Engenheiro e, para ele, conceitos que muitos adultos nem sequer imaginam que existam parecem corriqueiros.

Apesar da pouca idade, Luca é muito curioso, o que ajudou no desenvolvimento de suas habilidades –ainda mais do que ter frequentado as aulas desde cedo. Entre todas as lições, a que ele mais gostou foi aprender como funciona o motor de um carro. “Toda vez que eu estava no carro ou na perua ficava pensando como funcionava.”

Projetos individuais

Os projetos de cada encontro são desenvolvidos individualmente. “Cada aluno tem o seu tempo, eles só começam uma nova etapa quando conseguem superar a anterior”, explica Roberto Piovesan, engenheiro responsável pelo projeto Jovem Engenheiro.

Dentro da sala de aula, os alunos aprendem a montar barcos, carros e até um guindaste, mas os resultados do curso de robótica vão muito além: o foco, as habilidades motoras e os relacionamentos costumam melhorar depois das aulas.

A psicopedagoga Ana Maria Crispim ressalta que crianças que apresentam dificuldades nesses aspectos “podem encontrar um espaço para melhorar, pois as atividades envolvem a relação com o outro, por meio da possibilidade de compartilhar as tarefas em busca de soluções”.

Os alunos deixam de frequentar as aulas quando terminam o ensino fundamental, mas o curso continua fazendo diferença.

A professora de física do ensino médio Andreza Concheti percebe que os alunos que frequentaram o curso de robótica têm mais facilidade em “estabelecer conexões entre o experimental e o teórico e têm uma compreensão mais ampla do que está sendo ensinado”.