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Foco 06/04/2015

Com incêndio, caminhões são vetados no porto de Santos até o fim de semana

Incêndio já dura cinco dias | Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress

Incêndio já dura cinco dias | Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress

A proibição de caminhões na margem direita do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, durará pelo menos até o fim da semana. A informação foi divulgada pelo secretário de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, José Eduardo Lopes, em entrevista à BandNews FM.

Para o motorista que descarregará na cidade, não no porto, nada muda e o acesso está liberado.

A restrição acontece devido ao incêndio em dois tanques de combustíveis da empresa Ultracargo que estão em chamas na região do Porto de Santos desde quinta-feira. O acesso de caminhões com destino ao porto na Via Anchieta foi restringido a partir desta segunda-feira.

Isso está provocando congestionamento do km 33 ao 39. A alça de acesso ao Viaduto da Alemoa, região onde acontece o incêndio, continua fechada. De acordo com a prefeitura, a medida visa a evitar que a entrada de Santos fique bloqueada.

Segundo a prefeitura da cidade o fogo deve ser extinto ainda nesta segunda-feira. A estimativa da administração municipal tem base na chegada de novas viaturas. Na tarde de domingo, já com o reforço, o Corpo de Bombeiros conseguiu apagar as chamas de um tanque que continha etanol.

As equipes de combate bombeiam água do mar com espuma para apagar o fogo e também mantém resfriados os tanques ao redor dos incendiados. Ao todo, desde quinta-feira, seis tanques foram atingidos pelo incêndio.

De acordo com a prefeitura, os bombeiros dispõem de 30 mil litros de espuma em reserva. Eles também contam, desde domingo, com o auxílio de uma viatura com visão térmica, que permite identificar o calor nos cilindros mesmo quando não há chamas.

Um aparelho vindo do Exército também ajudará na detecção de partículas sólidas e de gás no ar, que podem oferecer perigo à saúde da população de Santos.

Danos ambientais

A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) vem medindo a qualidade do ar em vários pontos da região. Até esse domingo, não havia sido identificadas alterações nos índices habituais nas cidades de Santos e Cubatão.

As equipes da companhia também monitoram a mortandade de peixes no estuário e no Rio Cubatão, possivelmente pela contaminação da água em razão do incêndio. Os peixes foram recolhidos para análise.

A prefeitura de Santos afirma que o possível impacto ao meio ambiente, de responsabilidade da empresa Ultracargo, poderá gerar multas de até R$ 50 milhões.