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Organizações LGBTQIA+ fazem protesto contra Sikêra Jr. em frente à RedeTV!

O foco da manifestação, que aconteceu no prédio do principal patrocinador do programa de Sikêra Jr. no canal, tinha como foco desmonetizar o ‘Alerta Nacional’

Na tarde desta quinta-feira (26), organizações LGBTQIA+ compareceram à sede da RedeTV!, em São Paulo, em um protesto contra Sikêra Jr, apresentador do jornal “Alerta Nacional”.

A Sleeping Giants Brasil, All Out, Aliança Nacional LGBTI+ e o canal do Youtube “Põe na Roda” promoveram uma manifestação – com direito a um caminhão com alto-falantes – para cobrar a posição de marcas que ainda patrocinam o apresentador do Alerta Nacional mesmo após seus comentários preconceituosos contra homossexuais. «Olha quem começou a fazer barulho na frente da RedeTV!», escreveu a página ao mostrar um registro do local.

O protesto desta quinta-feira (26) contra Sikêra Jr. ainda é um reflexo das falas consideradas homofóbicas do apresentador em seu programa Alerta Nacional (RedeTV!), que, em junho deste ano, afirmou que gays são uma «raça desgraçada» e ameaçar pessoas LGBTQIA+. Na época, o programa perdeu diversos anunciantes. «Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior», ameaçou.

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A fala de Sikêra causou revolta em diversas celebridades, incluindo a cantora Ludmilla. Nas redes sociais, a artista disse que a atitude era inadmissível e cobrou providências legais. Para ela, a fala foi grave demais e o comunicador não deve sair impune da situação. “São por discursos de ódio como esse que diversas pessoas são agredidas e assassinadas todos os dias”, iniciou a cantora, que em seguida falou sobre o caso de uma mulher trans que teve seu corpo queimado.

Vale lembrar que, pouco antes da fala do apresentador afirmar que estariam «calados», uma mulher trans teve 40% do corpo queimado no Recife.

Mas, voltando ao protesto desta quinta-feira (26), além de levar os caminhões para a sede da RedeTV!, um carro também foi estacionado no prédio do dono da Ultrafarma, uma das grandes patrocinadoras do programa. «A gente está aqui para poder ver se o pessoal se toca», dispararam os participantes. Já o telão do veículo transmitia trechos de alguns dos ataques desrespeitosos contra a comunidade LGBTQIA+ promovidos pelo jornalista e, na internet, a hashtag #DesmonetizaSikêra foi criada. 

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