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VÍDEO: Mãe chora após filho negro ser acusado de comer bolachas em loja sem pagar: “Não roubei”

Criança aparece em vídeo negando o ato; após imagens viralizar, estabelecimento reconheceu erro, em SP

Estabelecimento reconheceu o erro após repercussão
Mãe chora após filho negro ser acusado de comer bolachas em loja sem pagar; ela denunciou racismo (Reprodução/ X (Twitter))

A comerciante Giovanna Santos de Oliveira Brasil, de 25 anos, postou um vídeo nas redes sociais indignada e chorando após seu filho, de 7 anos, ser acusado pelo gerente de uma loja, localizada na Zona Leste de São Paulo, de comer bolachas sem pagar. Nas imagens, o garoto aparece assustado, dizendo que “não roubou nada” (assista abaixo). A mulher denunciou que o menino foi vítima de racismo por ser negro. Após a repercussão do caso, o estabelecimento comercial divulgou uma nota admitindo o erro do seu funcionário.

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O caso ocorreu no último dia 22, mas só agora as imagens viralizaram. Na ocasião, a comerciante tinha ido até a loja acompanhada do marido e do filho, sendo que eles gastaram mais de R$ 500 em compras. Em um determinado momento, o gerente da loja abordou a família e acusou o garoto de comer bolachas dentro do estabelecimento sem pagar.

Revoltada, Giovanna gravou o vídeo no qual o filho negou o ato. “Não roubei nada”, disse o garoto. “Eu sei que você não roubou, meu amor. Eu sei (...) mamãe sabe que você não roubou. A mamãe sabe o filho que ela educa, viu?!”, respondeu a mãe, emocionada. “Não precisa ficar assustado, não, tá bom? A mamãe tá aqui, tá?”, ressaltou ela.

A genitora disse que o gerente da loja alegou que as câmeras de segurança da loja registraram quando o menino comeu as bolachas. Porém, ele não apresentou tais imagens para a família. “Pedimos as imagens. Ele subiu para olhar e, quando voltou e perguntei sobre as imagens, ele disse que, infelizmente, não tinha, houve engano e pedia desculpas”, contou a mãe.

A comerciante procurou o 44º Distrito Policial de Guaianazes e denunciou que o filho foi vítima de racismo. No entanto, o caso foi registrado como calúnia.

“A autoridade policial vai ouvir os envolvidos e analisa as imagens, visando esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Cabe ressaltar que a tipificação inicial do boletim de ocorrência não é definitiva, e pode ser alterada ao decorrer das investigações”, destacou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

O que disse a loja de doces?

Após a repercussão do caso, loja Magic Doces informou que apura o que aconteceu, mas reconheceu que o funcionário errou ao acusar o garoto sem provas. A empresa destacou que o gerente está sendo devidamente orientado para que a situação não se repita.

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“Ocorreu um incidente em nossa loja envolvendo uma criança que foi abordada por um funcionário, suspeitando do consumo de um produto sem pagamento. Diante disso, revisamos as imagens de segurança e, após análise detalhada, o fato não foi constatado”, destacou a direção.

“No mesmo dia, a equipe da Magic Doces, juntamente com nosso advogado, buscou solucionar a questão de forma adequada, oferecendo suporte à família e propondo diálogo. No entanto, a mãe da criança optou por não seguir com a resolução em comum acordo e decidiu publicar vídeos nas redes sociais, alegando que nossa abordagem teria sido motivada por preconceito e racismo”.

A empresa ressaltou que “não compactua, sob nenhuma circunstância, com atitudes discriminatórias ou preconceituosas”.

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