O Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve anunciar nas próximas horas a conclusão do processo de privatização da Sabesp. Segundo o portal Metrópoles, o anúncio referente a entrega de uma das principais promessas de campanha do Governador deve ser realizado na manhã desta terça-feira, dia 23 de julho.
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Com a privatização, o Governo de São Paulo deixa de ter a maior parte das ações da companhia. Quem se torna a
investidora de referência da Sabesp é a Equatorial, empresa que atua no ramo de energia e que foi a única interessada na proposta de privatização. A Equatorial passa a ter 15% das ações da Sabesp.
Ao todo, 32% dos papeis foram vendidos durante o processo de privatização da Sabesp. Além da Equatorial, que adquiriu 15% deste total, os demais 17% foram adquiridos por outros investidores entre empresas e pessoas físicas, totalizando um valor arrecadado de R$14,8 bilhões.
Deste valor, ao menos R$4,4 bilhões será utilizado na criação de um fundo com o objetivo de reduzir a tarifa cobrada atualmente pelos serviços de água e esgoto. No entanto, em caso de situações de emergência e calamidade pública, o valor poderá ser destinado à suprir as necessidades advindas da situação.
Investimentos e avanços
Uma das principais propostas do Governo ao anunciar a privatização da Sabesp é justamente garantir um maior investimento privado na empresa. A expectativa é de que o valor investido chegue a R$66 bilhões até o ano de 2029. Com isso, espera-se que a meta de universalização do saneamento básico no estado seja antecipada em 4 anos, ou seja, para 2033.
Apesar de seu histórico no ramo de energias, a Equatorial já traz experiência anterior com empresas de saneamento básico. Em 2021, eles assumiram a concessão dos serviços de água e esgoto do Amapá e, conforme apuração realizada pelo Metrópoles, realizaram ao menos 3 reajustes nas tarifas de água do Estado.
Vale lembrar que o processo de privatização da Sabesp, tido como um dos maiores objetivos do Governo de Tarcísio, enfrentou resistência principalmente dos opositores. Além de precisar lidar com uma série de ações judiciais que tentaram impedir a conclusão do processo, também ocorreram greves e diversas manifestações contrarias a decisão do Governador.