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Estupro, agressão e ameaça: PM que executou esposa já tinha sido denunciado por ex-mulher

Vítima é mãe do filho do soldado Thiago Cezar de Lima e, após denunciá-lo, obteve uma medida protetiva

Ele a agrediu e matou a tiros

O policial militar Thiago Cezar de Lima, de 36 anos, que foi preso após ser flagrado dando socos e executando a tiros a esposa, a representante comercial Erika Satelis Ferreira de Lima, de 33, na Zona Norte de São Paulo, já tinha sido denunciado pela ex-mulher por violência doméstica. Em agosto do ano passado, a vítima, que é mãe do filho do soldado, registrou queixa por lesão corporal, ameaça e estupro. Ela obteve uma medida protetiva contra o homem.

Segundo reportagem do site G1, a ex-mulher procurou a polícia no dia 18 de agosto de 2022 para registrar um boletim de ocorrência. Ela relatou que os dois mantiveram um relacionamento conturbado por oito anos, sendo que foi vítima de diversos episódios de violência física, agressões, ameaças e estupro ao longo desse período.

Assim, ela pediu medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha, o que foi concedido pela Justiça, proibindo o soldado de se aproximar a menos de 100 metros dela e de sua família.

A defesa de Lima não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.

Execução da atual esposa

O policial militar matou a atual esposa com três tiros no domingo (3), no meio da rua, em Perus, na Zona Norte da Capital. Câmeras de segurança de um comércio mostraram a mulher parando o carro e tentado tirar o marido do banco de trás. Ele sai forçado, mas parte para cima da mulher e dá cinco socos no rosto dela, depois saca a arma e dá três tiros na esposa, matando-a no local.

O policial entra no carro e sai, mas minutos depois volta e a coloca dentro do veículo. Ele levou a esposa ao hospital, onde os médicos confirmam a morte de Erika.

VEJA O VÍDEO DO CRIME (ATENÇÃO, AS IMAGENS SÃO FORTES)

No boletim de ocorrência, consta que Lima confessou ter matado a esposa após uma discussão, mas disse que ela tinha tentado pegar a sua arma, por isso ele atirou nela, embora as imagens mostrem que em nenhum momento ela teve qualquer reação nesse sentido, já que mal conseguia se manter de pé após ser surrada pelo marido.

Após ser preso, o PM ficou em silêncio ao ser interrogado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e não explicou os motivos de ter atirado na esposa.

Ele foi indiciado pelo crime de feminicídio e encaminhado ao Presídio Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Conforme a investigação, ele e a vítima estavam casados há seis meses. Ela deixou duas filhas, frutos de um relacionamento anterior.

Ele é PM e foi preso

Ameaçada antes de morrer

No último dia 30 de outubro, Erika registrou um boletim de ocorrência contra ele por ameaça. Na ocasião, ela disse à polícia que estava sendo ameaçada por ele, mas, ainda assim, não quis fazer uma representação criminal e nem pediu medida protetiva.

De acordo com o site G1, a ocorrência foi registrada na mesma delegacia em que a morte dela é investigada agora, a 4ª DDM. Conforme a denúncia, a mulher disse que o casal tinha ido até uma c asa noturna, mas que o marido havia discutido com ela por causa de ciúmes.

Em casa, a discussão continuou, quando o PM ameaçou matá-la, chegando a pegar a arma em mãos e apontá-la contra sua cabeça. A mulher disse que o soldado afirmou que ela “não iria ver suas filhas crescerem”.

Na época, Erika acionou a Polícia Militar, que a levou até a delegacia. Lima chegou a ser ouvido, mas negou ter ameaçado a esposa e apontado a arma para ela.

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