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 A disseminação descontrolada do novo coronavírus no Brasil pode tornar o País uma espécie de “celeiro” de mutações, dificultando ainda mais o combate à Covid-19, apontam cientistas nacionais e estrangeiros.

Quanto mais o vírus circula e se replica, maior a chance de ele acumular mutações e gerar novas variantes. O processo que faz parte da natureza desse organismo, mas é favorecido em cenários de descontrole como o que vemos aqui.

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No movimento de evolução do vírus, podem aparecer variantes muito diferentes, como é o caso da P.1, que surgiu em Manaus, no Amazonas. Em geral, sabe-se que vírus, no decorrer de uma epidemia, podem apresentar de uma a duas mutações por mês. No caso da P.1, foram cerca de 20.

Ainda não há evidências para dizer se esta variante tomou conta da epidemia no Brasil nem se é a responsável pela explosão de novos casos. Sabe-se, porém, que a P.1 é a principal linhagem em Araraquara, no interior de São Paulo, e em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.