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Migração da rede privada para a pública cresce 70% em São Paulo

Número de transferências passou de 5,5 mil para 9,4 mil em um ano

O número de transferências de alunos de escolas da rede privada para a pública cresceu 70% durante quatro meses de pandemia em todo o estado de São Paulo.

Segundo informações de reportagem da Rádio Bandeirantes, entre abril e julho deste ano, 9.494 estudantes saíram de escolas particulares para o ensino público estadual. No mesmo período do ano passado esse número foi de 5.532 transferências.

Os impactos da pandemia estão diretamente relacionados com o aumento da migração. Esse é o caso de Roselaine Pereira, uma das mães que se viu obrigada a trocar a filha de escola. Com a renda reduzida pela metade e sem conseguir negociar com a instituição, Roselaine viu na migração a única saída. “Para não ficar devendo, preferir fazer a transferência.”

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Mesmo com as aulas online, o sistema de transferência segue os mesmos critérios: a escola tem de ser próxima do endereço do aluno e ter vaga disponível.

“Temos vagas suficientes para absorver esses estudantes na rede estadual e vamos, no retorno das aulas presenciais, acomodar todos esses alunos sem problemas”, afirmou o subsecretário de Articulação da Educação, Henrique Pimentel.

Presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Benjamin Ribeiro afirmou que o índice de transferência ainda é baixo se considerada toda a rede privada, com cerca de 2,4 milhões de alunos. A entidade estimou que o número de transferências sobre o total não passará de 2%.

No entanto, o presidente disse que o impacto na rede infantil, dos alunos com menos de 4 anos de idade será bem maior. “Essa criança o pai não matricula na escola pública, ele simplesmente tira da escola, já que nem é obrigado a fazer a matricula antes dos 4 anos.” O Sieeesp prevê que até 50% das escolas privadas de educação infantil podem fechar as portas no estado em função da pandemia.

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