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Igreja exclui possibilidade de ter mulheres sacerdotisas

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, Luis Ladaria, recém-indicado como cardeal, disse que a Igreja Católica exclui a possibilidade de ter mulheres sacerdotisas.

«Cristo quis entregar o sacramento aos 12 apóstolos, todos homens, que, por sua vez, o comunicaram a outros homens», escreveu o espanhol em um artigo para o jornal oficial do Vaticano, «L’Osservatore Romano».

«A Igreja sempre se viu vinculada a essa decisão do Senhor, a qual exclui que o sacerdócio ministerial possa ser validamente conferido às mulheres», acrescentou no texto, cujo título é «O caráter definitivo da doutrina do ‘Ordinatio sacerdotalis'».

«Trata-se de uma verdade que pertence ao patrimônio da fé», ressaltou Ladaria.

Ainda de acordo com ele, a Igreja se «preocupa quando vê surgir em alguns países vozes que colocam em dúvida o caráter permanente dessa doutrina».

No entanto, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé reconhece que tal solidez poderia ser alterada por algum papa ou «anulada» por algum concílio, mas que isso seria uma tarefa difícil, pois é algo que «não foi determinado por Deus».

Em 2016, Francisco criou uma Comissão de Estudos sobre Diaconisas, abrindo a possibilidade de as mulheres aumentarem suas funções na Igreja. No entanto, as análises ainda não foram concluídas.

«De qualquer maneira, a diferença de funções entre o homem e a mulher não comporta consigo nenhuma subordinação, mas um enriquecimento mútuo. Lembrem-se que a figura consumada da Igreja é Maria, mãe do Senhor, a qual não recebeu o ministério apostólico», disse Ladaria.

«Com isso, vê-se que o masculino e o feminino, linguagem original que o Criador registrou no corpo humano, estão ambos assumidos na obra da nossa redenção», concluiu.

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