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Santo André amplia troca de lixo reciclável por comida

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) anunciou que irá ampliar o projeto Moeda Verde, que realiza troca de lixo reciclável por alimentos hortifrútis, como verduras e legumes.

A ação, que desde novembro do ano passado era realizada somente no Núcleo dos Ciganos, em Utinga, começou a ser feita ontem também na comunidade carente do Parque Capuava, à beira da avenida dos Estados. Amanhã, a prefeitura instala uma tenda do programa no Jardim Cipestre, completando o terceiro local do projeto.

Nesses dois novos pontos, a ação será realizada da mesma maneira que é feita no Núcleo dos Ciganos. Uma van com produtos hortifrúti irá a esses endereços a cada 15 dias. O morador que levar cinco quilos de materiais recicláveis, como plástico, vidro, metais e papelão, por exemplo, receberá um quilo de alimento em troca, podendo escolher entre frutas, legumes e verduras. Não há limite de quilos para fazer as trocas – ou seja, quanto mais peças levar, maior a quantidade de alimentos que pode receber.

O prefeito Paulinho Serra (PSDB) afirmou que o Semasa mapeou 82 pontos de descarte irregular de lixo que podem receber o programa futuramente. “Talvez não com o mesmo sistema ou frequência como foi feito no Ciganos, mas a gente quer levar para a cidade inteira.”

Segundo o chefe do Executivo, uma van itinerante poderá atender a outros locais. “É uma ideia. Está sendo avaliada ainda. O mais importante era consolidar o projeto. Hoje, há uma disputa saudável por recicláveis porque as pessoas querem trocar por comida”, disse o prefeito.

Economia

O Semasa diz que o principal foco do Moeda Verde é incentivar os moradores a não descartar os materiais recicláveis de forma irregular. O prefeito afirmou que no Núcleo dos Ciganos haverá economia de R$ 300 mil por ano com a limpeza que deixará de ser feita no local após as pessoas começarem a trocar recicláveis pelos alimentos ao invés de jogarem o lixo na rua.

‘Existe milagre’, afirma moradora beneficiada

“Quando me falaram que ia ter esse projeto aqui, fui em casa e falei para os meus filhos: existe milagre”. Essa foi a reação que a dona de casa Nivalda Nadia de Oliveira Ferreira, 58 anos, diz que teve quando soube que a comunidade do Parque Capuava receberia o Moeda Verde.

Ela afirmou que havia muito material reciclável acumulado na casa dela. “Tinha muita garrafa de vidro guardada na minha garagem e não sabia mais o que fazer com elas, porque ninguém queria pegar. Teve noite de eu ficar pensando o que ia fazer com tudo isso aí, eram mais de 40. Eu oferecia para dar de graça e ninguém queria.”

Já a aposentada Francisca Batista Moura dos Santos vê um ganho financeiro com a ação. “Vamos dar uma boa economizada, porque o que a gente vai trocar aqui já não precisa mais comprar na feira. Daí dá para usar esse dinheiro que sobra em outras coisas”, comentou. METRO ABC

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