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Avenida dos Estados precisa de R$ 79 milhões para revitalizar trecho de Santo André

Uma revitalização significativa da avenida dos Estados no trecho de Santo André custaria em torno de R$ 79,2 milhões. A estimativa foi feita após diagnóstico realizado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e divulgada ontem pelo prefeito Paulinho Serra (PSDB).

Segundo o chefe do Executivo, o estudo começou a ser feito em janeiro, quando a ponte que fica próxima ao Sesi, em Santa Terezinha, sofreu afundamento. A análise de toda a extensão da via foi finalizada no início deste mês, disse Paulinho.

O trecho de Santo André já sofreu três danos em apenas cinco meses deste ano. Além da primeira ponte danificada em janeiro, outro trecho que passa sobre o rio Tamanduateí também afundou em abril. Na semana passada, parte do asfalto  da pista no sentido Mauá desmoronou, deixando um enorme buraco no local.

Na manhã de ontem, o prefeito foi até o Palácio dos Bandeirantes protocolar o diagnóstico da avenida feito pelo Semasa e cobrar do governo estadual, responsável pelo rio, investimentos para a revitalização da avenida.

Segundo Paulinho, serão necessários R$ 19,4 milhões para obras de contenção das margens, R$ 43 milhões para construção e reforço das pontes e R$ 16,8 milhões para recapeamento asfáltico.

De acordo com a prefeitura, o levantamento verificou que existem problemas estruturais e hidráulicos em toda a extensão da via e que cinco pontes apresentam estado crítico (na avenida da Paz; rotatória de Santa Terezinha com a praça Samuel de Castro Neves; rotatória da Antônio Cardoso com a rua Augusto Ruschi; rua dos Alpes sob viaduto Adib Chammas e na rua Guaxinduva, no bairro Jaçatuba). “Mas não há mais nenhuma delas com risco”, disse o prefeito.

Em relação às margens do rio, o estudo apontou que 11 pontos estão severamente comprometidos. Os pontos são próximos à foz do córrego Cassaquera, entre os córregos Guarará e Apiaí; junto à foz do córrego Apiaí, em frente à Rhodia (rua Guaxinduva); em frente à madeireira Mazuco; na rua dos Alpes; entre a rua dos Alpes e Antônio Cardoso; rua Oratório (em frente ao Carrefour); rua Santa Adélia, em frente aos Correios; em frente à Copafer; na rua Santa Adélia e junto à rotatória do Sesi e passarela.

Parcerias

Paulinho afirmou ainda que a administração municipal não tem condições de arcar sozinha com o custo de R$ 79,2 milhões.

“Vamos buscar alternativas, mas a gente depende de parceria com o Estado. Estamos buscando apoio, porque nenhuma das cidades hoje tem condições de assumir uma responsabilidade deste tamanho com recursos próprios”, comentou o prefeito.

Segundo o chefe do Executivo, a verba para contenção das margens viria pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), para o recapeamento por um financiamento via “Desenvolve SP”  (agência de desenvolvimento do governo do Estado que libera linhas de crédito a  juros mais baixos) e o recurso para as pontes foi solicitado junto à secretaria estadual da Casa Civil.

Obra de contenção começa em uma semana

O conserto do trecho de cerca de 65 metros da avenida dos Estados que desmoronou na noite do dia 14 em Santo André, na pista sentido Mauá, próximo à UFABC (Universidade Federal do ABC), deve ter início em uma semana.

O trabalho será executado pelo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgão ligado ao governo do Estado, e levar ao menos um mês para ser finalizado. O diretor de engenharia e obras do departamento, Manoel Horácio Guerra, afirma que os recursos ainda estão sendo viabilizados. “Acredito que a intervenção custará cerca de R$ 1 milhão. Vamos realizar contenção de perfil metálico com placas de concreto”, explicou.

A obra é parecida com a executada recentemente em trecho que desmoronou no rio Tamanduateí em São Caetano. Na ocasião, o conserto de 165 metros das paredes de contenção da margem esquerda, abaixo da rua Marta Machado, e 100 metros da margem direita, acima da praça da Vila Califórnia, custou R$ 8,1 milhões.

O Daee alega que o acidente em Santo André foi ocasionado pelo excesso de peso dos veículos que trafegam diariamente pela via. “Se as prefeituras cuidassem do sistema viário, também ajudaria muito na prevenção desse tipo de acidente”, disse o diretor de projetos do departamento estadual, Celso Aoki.

Prevenção

Além da medida corretiva, o Daee informou ontem que iniciou diagnóstico em 5 km de margens do rio entre Santo André e Mauá. O trabalho teve início neste mês e deve ser finalizado em cerca de oito meses. Ele tem o objetivo de orientar as medidas necessárias para prevenir novos acidentes nas margens.

O trecho entre as duas cidades, onde não há paredes de contenção resistentes como as existentes em São Caetano e capital, ficou de fora do primeiro diagnóstico realizado pelo Daee. Inicialmente, foram detalhados os problemas em 16 km entre a capital e a divisa com Santo André, próximo ao córrego Oratório. O serviço foi realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), que identificou seis pontos críticos que necessitam de intervenções.

O diagnóstico para mais 5 km e que incluiu Santo André e Mauá será realizado pela mesma empresa que elabora o projeto executivo para a recuperação dos pontos problemáticos. Ela foi contratada por R$ 2,5 milhões. 
vanessa selicani

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