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Motorista do Uber bêbado é preso em flagrante após bater em táxi em SP

Uma batida envolvendo um táxi e um carro do Uber terminou com o motorista do aplicativo preso nesta sexta-feira (29) em São Paulo. Por volta das 9h da manhã, o motorista atingiu a traseira do carro da taxista Luciana de Almeida, que estava parada no semáforo, na rua Cardeal Arcoverde, na altura da avenida Eusébio Matoso, zona oeste da capital. Com a batida, o carro da taxista – que trabalha na categoria táxi preto – sofreu diversos arranhões e o para-choque traseiro caiu no chão, segundo ela.

De acordo com Luciana, que havia comprado o veículo há um mês, o motorista do Uber estava visivelmente embriagado. «Ele não conseguia nem parar em pé. Trançava as pernas e falava mole», afirmou. Com a chegada da polícia, ele se identificou como motorista do Uber e se recusou a fazer o teste do bafômetro, ainda segundo a taxista.

Após exames no IML constatarem embriaguez, o motorista Uber foi detido. Ele será liberado apenas sob o pagamento de fiança, de acordo com comunicado do sindicato dos taxistas.

Procurado, o Uber afirmou que os motoristas que prestam serviços para o aplicativo não são funcionários da empresa, são apenas parceiros e, portanto, não tem responsabilidade sobre o caso.

Regularização do aplicativo

Nesta quarta-feira (27), a Câmara dos Vereadores de São Paulo se reuniu para tentar votar a regulamentação do uso de aplicativos de transporte individual, entre eles o Uber. A decisão foi adiada por falta de quórum.

Leia mais:
Sem quórum, vereadores de São Paulo adiam votação sobre Uber

Enquanto os vereadores estavam reunidos, centenas de taxistas ficaram concentrados em frente à Câmara Municipal protestando contra o projeto de lei. Os taxistas interromperam o trânsito no Viaduto Jacareí, em frente à Câmara, soltaram rojões e fizeram buzinaços para chamar a atenção dos vereadores que estavam em plenário. Alguns dos rojões atingiram janelas do prédio da Câmara, que teve, ao menos, uma vidraça quebrada.

Pela proposta original do vereador Pólice Neto, serão aceitos três tipos de compartilhamento de carros via aplicativos: alugar um veículo de particulares por determinado tempo, oferecer carona gratuita ou paga e prestar serviço de transporte privado individual de passageiros, como faz a empresa Uber, por meio de aplicativo do mesmo nome.

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