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Líderes do PMDB já dão como certa saída do governo

Membros do PMDB já dão como certo o desembarque do partido do governo Dilma Rousseff (PT), que enfrenta grande pressão em meio a uma forte crise econômica e um processo no Congresso que pode levar ao impeachment.

O vice-presidente, Michel Temer, que desistiu de uma viagem a Portugal para articular dentro do PMDB, acredita que a proposta de rompimento com o PT terá de 70% a 80% dos votos na reunião do diretório nacional.

Renan Calheiros, com quem o Planalto também conta para salvar o mandato de Dilma, caso o impeachment chegue ao Senado, é outro com dificuldades para articular.

Investigado em vários inquéritos no STF, o presidente do Senado sabe que não dá para acender uma vela para Dilma e outra para Michel Temer, já que o presidente do PMDB deixa mais claro a cada dia que o casamento com o PT acabou.

Um sinal claro dessa possibilidade veio dos peemedebistas do Rio de Janeiro, que sempre estiveram na ala governista. Com o agravamento da crise, decidiram que vão votar na terça-feira (29) pela saída do governo.

Com baixa popularidade e com a base de apoio se esfacelando no Congresso, Dilma vê a possibilidade do impeachment aumentar a cada dia. Em meio a esse processo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve sua nomeação como ministro da Casa Civil suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é considerado a última esperança da presidente para se manter no cargo.

 

Semana decisiva

Após o feriado, o governo enfrentará uma semana decisiva. O PP tem encontro marcado para a quarta-feira (30), e já avisou que, se o PMDB desembarcar, deve acompanhar a decisão.

Com 69 deputados, os peemedebistas se reúnem na terça-feira com indicativo de abandonar de vez a aliança com o PT. “Saída imediata do governo. Essa é a nossa convicção. Entrega dos sete ministérios e tudo que tiver junto”, disse o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS).

“O partido que ficar com a Dilma e não apoiar o impeachment pode desaparecer nas urnas em 2018″, disse o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS).

 

 

Falta de base

Sem o PMDB e possivelmente também sem o PP, dificilmente Dilma conseguirá evitar seu afastamento pelo Congresso.

O prazo para a presidente apresentar defesa na comissão do impeachment na Câmara está acabando. Faltam cinco sessões, que devem se realizar até 4 de abril. Depois, a comissão terá também cinco sessões para analisar o relatório e outras duas para decidir se abre o processo ou não. A decisão segue para o plenário da Câmara, provavelmente na segunda quinzena de abril.

A palavra final será dada pelo Senado. Se o processo de impeachment for aberto, Dilma será, então, afastada, Temer assume interinamente, e os senadores têm seis meses para tomar a decisão definitiva, em sessão comandada pelo presidente do Supremo.

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