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Reitor da USP chama trote de ‘tradição ultrapassada’

Em uma mensagem de boas vindas à comunidade acadêmica, o reitor da USP (Universidade São Paulo), Marco Antonio Zago, criticou a prática de trotes e defendeu sua extinção.

Na gravação, de pouco mais de seis minutos, ele se refere, sem citar casos, às polêmicas em que a universidade se viu envolvida recentemente, como trotes violentos e o “desrespeito à diversidade de gênero e identidade”. O vídeo foi divulgado nesta quarta-feira na página de Faceboook da instituição.

Na mensagem, Zago afirma que “tradições ultrapassadas como trote e humilhação dos calouros não fazem parte da vida de uma universidade moderna”, assim como festas com muito consumo de álcool.

O posicionamento é uma tentativa de resgatar a imagem da USP diante de casos de violência entre alunos. No final do ano passado, o médico Paulo Saldiva, que presidia comissão que apurava casos de estupro na FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), pediu afastamento do cargo alegando a falta de posicionamento oficial da universidade sobre as denúncias de violência sexual, abusos, homofobia e racismo.

Zago também afirmou que determinou procedimentos administrativos para examinar ou rever os casos denunciados ou apontados. De acordo com ele, alguns são antigos e ocorreram há mais de dez anos.

Reformas

No vídeo, o reitor também falou sobre a votação do novo Estatuto da universidade, a revisão da carreira docente, a desburocratização das tomadas de decisões e a redução no uso de papeis.

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