Foco

Advogada culpa marido por morte de zelador em São Paulo

Publicitário participa da reconstituição do crime | Mário Angelo/Sigma Press/Folhapress
Publicitário participa da reconstituição do crime | Mário Angelo/Sigma Press/Folhapress

A advogada Ieda Cristina Martins, suspeita de ter participado do esquartejamento e morte do zelador Jezi de Souza, em maio deste ano, em São Paulo, acusou o marido de ter cometido o crime sozinho e se disse inocente.

Em entrevista ao programa Fantástico, da Globo, ela afirmou que é inocente. «Eu sou inocente, mas provar a verdade, não sei se vou conseguir».

Ieda também é investigada pelo assassinato do primeiro marido dela, José Jair Farias, há nove anos. Ela e o Eduardo seguem presos e respondem pelos dois crimes.

O filho mais velho da mulher com o ex-marido também foi ouvido pela reportagem. «Ela arrancou ele de mim. Eu não pude aproveitar ele. Ele morreu, porque ela matou ele», disse José Jair Farias Júnior.

Arma

A Polícia Civil de São Paulo comprovou que a arma e o silenciador encontrados na casa do casal Eduardo Martins e Ieda Cristina Martins, suspeitos pelo homicídio do zelador Jezi Lopes de Souza, na zona norte da capital paulista, foram utilizados na morte do empresário José Jair Farias, em 2005, no Rio de Janeiro.

No fim de junho, Eduardo e Ieda foram submetidos a uma acareação e o suspeito pediu desculpas para a mulher por tê-la colocado nesta situação.

O caso

No fim de maio, Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, desapareceu após subir ao 11° andar do edifício, onde teria discutido com um morador com quem já tinha algumas desavenças. Uma vizinha do apartamento informou à polícia que ouviu gritos e pedido de socorro no local. Ela chegou a olhar pelo olho mágico da porta e viu seu vizinho, o publicitário Eduardo Martins, fechar a porta com violência.

Imagens do circuito de segurança mostraram Martins descendo, pelo elevador, com uma mala e um saco, onde possivelmente transportou o corpo de Jezi com a ajuda da esposa. O corpo de Jezi foi encontrado apenas no dia 2 de junho, em uma casa na Praia Grande, litoral de São Paulo.

O zelador foi esquartejado e partes do seu corpo foram queimadas em uma churrasqueira. A polícia prendeu o casal, em flagrante, na casa de praia. Até o momento, apenas Eduardo confessou o crime.

Tags

Últimas Notícias


Nós recomendamos