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Varíola dos macacos: existe risco de contaminação no metrô? Veja o que dizem os especialistas

Chances existem, mas risco é pequeno. Veja no texto como ocorre o contágio

Vagão de metrô

Uma imagem de um homem infectado com a varíola dos macacos e pegando o metrô viralizou nos últimos dias. Segundo o Correio 24 Horas, a foto foi feito por um médico, que estava indo trabalhar e notou o homem andando no transporte público em Madri, Espanha. Contudo, segundo site espanhol 20 Minutos, homem veio a público desmentir o seu diagnóstico: “Não tenho varicela e não falei com ele”.

“O homem entra no metrô. Completamente crivado de ferimentos da cabeça aos pés, incluindo as mãos. Eu vejo a situação e também vejo as pessoas ao meu redor como se nada estivesse acontecendo. [...] Me aproximei do homem com prudência e questionei o que ele estava fazendo no metrô se ele tinha V [varíola] dos macacos. A resposta dele: sim. Eu tenho isso, mas minha médica não me disse que eu tinha que ficar em casa. Basta usar uma máscara”, contou o profissional.

Contudo, de acordo com o texto, o homem disse que não interagiu com o médico e que sofre com outra doença, a neurofibromatose, que também causa lesões no corpo. Ele disse que, mesmo assim, muitas pessoas realmente vieram questioná-lo sobre sua saúde no metrô, e ele explicou o seu diagnóstico. “Por esse motivo, posso dizer que nunca falei com esse suposto médico”.

No final do mês de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar a monkeypox uma emergência de saúde global, fazendo com que os países se esforcem mais para conter o surto.

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O número de casos segue aumentando exponencialmente pelo mundo, chegando em 1.369 em todo o Brasil nesta segunda-feira (1º de agosto), Segundo o Ministério da Saúde, a doença não está causando tanta preocupação como o coronavírus, mesmo com o risco de infecção por outra pessoa ocorrendo. Contudo, segundo o site Meganotícias, as condições seguem padrões diferentes de transmissão.

Como ocorre a infecção?

O maior ricos em humanos é pelo contato próximo, principalmente através dos fluídos que saem das lesões na pele causadas pela doença. Sendo assim, deve ser evitado compartilhar toalhas e roupas de cama.

“A varíola normalmente não é transmitida por meio de uma conversa casual com alguém, passando por alguém”, diz a Dra. Janna Kerins, do Departamento de Saúde Pública de Chicago. Porém, locais fechados e com muitas pessoas expostas obviamente se torna mais arriscado. “Um evento ao ar livre é certamente menos arriscado do que um local lotado”, explica o Dr. Massimo Pacilli, vice-comissário do departamento.

“A principal fonte de contágio é o contato direto da pele com erupções ou feridas, e isso pode incluir, e tem muito frequentemente em nossos casos, contato sexual ou íntimo“, complementa Kerins.

Ainda segundo o texto, somente o uso de preservativos não previne a infecção, pois outras formas de contágio poderiam ocorrer durante a relação. Beijar, compartilhar copos e talheres também podem causar a infecção, já que o contato prolongado com secreções respiratórias é perigoso.

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