Estilo de Vida

Decoração pode ser natural, elegante e sustentável

Muitas pessoas procuram um clima rústico para a casa sem tornar o ambiente uma caricatura de casa de campo. É isso que algumas empresas têm oferecido para quem deseja revestir as paredes internas dos cômodos da casa ou a varanda com um material sustentável e elegante, como a madeira, o bambu, a fibra de coco e a palha.

A tendência ganha força no país, o que ajuda a valorizar materiais recicláveis, regionais e com selo de reúso. “Atualmente, levar em conta o impacto ambiental e a vida útil dos produtos tem sido mais relevante do que analisar o valor financeiro total da obra”, explica Maria Carolina Fojihara, coordenadora técnica da GBC Brasil (Green Building Council).

A Entalhe Natural fica no Paraná e é uma das que criam e comercializam produtos para acabamento com matéria-prima sustentável. “Nosso objetivo é resgatar a madeira da imbuia, um tipo de árvore que nasce e cresce em nossa terra”, diz Sandra Lazzaretti, que é arquiteta e proprietária da empresa. “Como as indústrias utilizavam só uma parte do tronco, o resto ficava por lá, sendo entalhado pelo tempo. Mas hoje recriamos ambientes com base nessa madeira que também é duradoura e graciosa”.

Made in Brazil

Assim também é com a palha e o bambu, produtos naturais e regionais que tem feito sucesso entre profissionais de construção e decoração. “As pessoas procuram muito esses produtos porque, esteticamente, ambos oferecem um ar acolhedor, rústico e ao mesmo tempo sofisticado na casa”, diz Ana Proença, gerente da Cobrire, que fica em Campinas, no interior paulista.

Além do valor harmonioso, o bambu também tem função de filtrar o calor, quando colocado na varanda, e a palha pode substituir o papel de parede comum. Dá mais vida ao ambiente”, afirma Ana.

Localizada em São Paulo, a Coquim trabalha com placas acústicas, fabricadas com fibra de coco e látex natural da seringueira, que podem ser usadas como painel e ainda absorvem o som. “Diferentes do isopor e da fibra de vidro, esses materiais são renováveis”, afirma Maria Luiza Puzzi, diretora de marketing da empresa. De acordo com ela, os dois componentes das placas são biodegradáveis e agregam valor à natureza. “O látex vira proteína, enquanto a fibra de coco funciona como um fungicida que não prejudica as plantas”.

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