Derek Stefureac, um homem de 52 anos diagnosticado com esclerose múltipla, conseguiu desafiar todas as expectativas ao reverter a progressão de sua doença por meio da corrida de maratonas. Residente de Las Vegas, Estados Unidos, ele recebeu o diagnóstico aos 39 anos. Na época, ele levava uma vida sedentária e era fumante. Os médicos lhe informaram que a única maneira de retardar o avanço da doença seria adotar um estilo de vida mais saudável.
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Derek decidiu mudar seus hábitos. Ele começou a correr e rapidamente se apaixonou pelo esporte. Seu compromisso com a corrida foi tão intenso que, até hoje, ele completou 36 maratonas, incluindo uma na Antártica e outra no Monte Everest. “Ninguém acredita que tenho esclerose múltipla. As pessoas ficam surpresas quando eu conto”, brinca o maratonista.
Sua jornada começou de forma abrupta. Durante um dia normal de trabalho, ele teve um episódio que o deixou completamente paralisado por cerca de um minuto. “Eu pensei que estava morrendo”, relembra. Após esse incidente, ele consultou vários médicos até receber o diagnóstico de esclerose múltipla, uma condição neurológica autoimune que afeta a bainha de mielina dos neurônios no sistema nervoso central. Entre os sintomas mais comuns estão a dormência, fraqueza nos membros, visão dupla e problemas urinários.
Receber o diagnóstico de uma doença incurável foi um choque para Derek. Em busca de formas de retardar a progressão da esclerose múltipla, ele seguiu o conselho dos médicos e começou a se exercitar. “Foi assustador o suficiente para me fazer parar de fumar e, como parte desse processo, comecei a correr”, conta Derek.
Treze anos após o diagnóstico, Derek não só se mantém ativo, mas também construiu uma comunidade de corredores que enfrentam a mesma doença. Ele já correu em todos os continentes, utilizando o exercício físico não apenas para melhorar sua saúde, mas também para inspirar outros.
A corrida, embora não reverta diretamente a progressão da esclerose múltipla, ajuda a limitar comorbidades como a hipertensão arterial, que podem acelerar a doença. Além disso, promove a plasticidade do sistema nervoso, melhorando a função e compensando os danos causados pela esclerose.
Derek já cumpriu o objetivo de correr pelo menos uma maratona em todos os continentes. Agora, ele se prepara para novos desafios, planejando participar de maratonas no Polo Norte e no Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, em fevereiro do próximo ano.
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“Quando comecei, o objetivo era ficar em forma e desacelerar a progressão da doença, e isso funcionou de maneira surpreendente”, comemora. Ele acredita que a esclerose múltipla foi uma espécie de bênção disfarçada, tirando-o de uma zona de conforto e mudando completamente sua vida. “Parece loucura, mas estou grato pelo diagnóstico. Ele realmente mudou minha vida. Não acho que estaria correndo em sete continentes se nunca tivesse sido diagnosticado com esclerose múltipla”.
Derek deseja continuar inspirando outras pessoas, mostrando que é possível superar desafios e viver plenamente apesar das adversidades. “Eu gostaria de ser um bom exemplo de ‘Isso poderia ser você’”, conclui.
Fonte: CBS News