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Após conseguir a guarda unilateral dos filhos, homem exige que sua cunhada cuide das crianças para ele

Uma mulher compartilhou sua frustração por precisar cuidar diariamente dos filhos de seu cunhado depois que ele lutou para ganhar a guarda das crianças.

Uma mulher decidiu desabafar na internet depois de se sentir sobrecarregada por cuidar dos filhos de seu cunhado, sendo que ele lutou pela guarda das crianças na justiça.

Conforme a publicação feita pelo The Mirror, ela foi até o fórum online, Mumsnet, para desabafar com os demais usuários sobre sua situação.

A mulher então relata que seu cunhado e a mãe dos filhos dele se separaram há quatro anos e compartilharam a guarda das crianças por um tempo. No entanto, por conta de alguns problemas relacionados à saúde mental da mulher, a situação se tornou complexa.

Segundo seu relato, a situação de saúde da mãe das crianças estava estável há pelo menos 12 meses quando eles compareceram ao tribunal. “Ela estava completamente despreparada em comparação ao meu cunhado, e ele acabou recebendo a guarda unilateral das crianças”.

“Ela vê os filhos uma vez por mês e supervisionada pelos pais. Por mais que queira ter mais contato com as crianças, ele não deixa. Então quando ele precisa de alguém para cuidar dos filhos, ele não pede ajuda a ela ou a família dela”, relata a mulher.

Em sua publicação ela também explica que por ter um filho pequeno e estar grávida de seu segundo filho ela acaba passando muito tempo em casa, o que faz com que os sobrinhos fiquem com ela na maior parte dos dias.

“Eles estão aqui o tempo todo, três vezes na semana eles chegam às 8 horas, eu faço café da manhã, levo para a escola de ônibus e depois vou buscá-los. Ele pega os filhos em minha casa às 17 horas”, descreve a mulher.

Para ela, a situação fica ainda mais complicada uma vez que seu cunhado trabalha aos finais de semana. “Eu tenho uma ‘folga’ nos dois dias de semana que ele está de folga, mas nos finais de semana eu tenho os filhos dele aqui do café da manhã até o jantar”.

Ela tenta explicar sua situação, mas o cunhado não dá ouvidos

Diante de toda a situação, ela relata que é extremamente complicado conversar com seu cunhado sobre o assunto, uma vez que ele começa a enviar mensagens fazendo com que ela se sinta culpada.

“Ele fez um rodízio para mostrar no tribunal como ia gerenciar os compromissos das crianças e delegou tarefas a todos nós, mas o peso de tudo caiu em cima de mim. Tentei falar com meu marido e ele disse que é isso o que fazemos pela família”, relata a mulher.

Segundo ela, os seis primeiros meses foram “suportáveis”, mas agora a mãe das crianças está desesperada para ter mais contato com os filhos uma vez que foi privada por conta de seus problemas de saúde mental, que estão estabilizados. “Ela está deprimida porque perdeu os filhos”.

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“Estou no meu limite, me sinto culpada pela mãe deles que está sentindo falta das crianças e eu aqui sentindo que ganhei dois filhos novos que eu não pedi. Eu amo meus sobrinhos, mas não sou a mãe deles e não lutei pela guarda deles”.

Ela ainda reforça que não recebe qualquer tipo de auxilio financeiro do cunhado para cuidar das crianças, seja ajuda com alimentação dos sobrinhos ou com as passagens para levá-los à escola.

“Nunca recebo um agradecimento sequer, nem auxilio com passagens e comida, nada. Mesmo eles estando na minha casa todo final de semana, usando minha luz com seus jogos eletrônicos e comendo minha comida. Recebo apenas tristeza se disser que não. Algumas vezes disse não e ele os deixou aqui de qualquer forma”.

Desesperada, a mulher pede auxilio aos outros usuários sobre como lidar com essa situação, e eles responderam rapidamente com estratégias para ajudá-la.

“O ‘passeio gratuito’ precisa acabar, ele precisa organizar a própria creche e pagar por isso como qualquer outro pai solteiro que trabalhar”, escreveu um usuário.

Outro sugeriu uma atitude mais radical: “Se você for amiga da mãe das crianças, comece a marcar encontros no parque ou algo do tipo. Diga a seu cunhado que é isso que você irá fazer. Ou ele para de levar as crianças, ou elas terão um relacionamento maior com a mãe”.

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