Um homem foi agredido por policiais militares durante um atendimento da Prefeitura de São Paulo a moradores de rua na Praça do Patriarca, no Centro da capital. Segundo testemunhas, um agente deu chutes e um “mata-leão”, prática proibida pela corporação desde 2020, durante abordagem que ocorreu no sábado, 7 de dezembro.
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A situação aconteceu perto das sedes da Secretaria da Segurança Pública do estado e da administração municipal. De acordo com a Secretaria da Segurança, Rafael Floriano Nunes teria resistido à abordagem e precisou ser contido pela polícia. Detido, Rafael foi levado ao 8º Distrito Policial, onde foi liberado.
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Rafael diz que questionou a abordagem da PM
À TV Globo, Rafael Floriano Nunes, que levou o ‘mata-leão’, afirmou que questionou a conduta dos agentes policiais que abordaram os moradores de rua que estavam na praça. Ele disse ainda ao canal que foi agredido por já ter sido presidiário.
“A polícia fazia uma abordagem indevida a um morador de rua que se encontrava bêbado e quando eu questionei se o serviço dele era adequado ele me chamou para ser abordado. Eu fui até ele e respeitei todas as perguntas feitas. Quando ele puxou o meu histórico presidiário, fez essa covardia que ele fez contra mim”, disse.
Secretaria divulga nota após operação da PM na Praça do Patriarca
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que Rafael foi detido por desacato e resistência durante a ação na Praça do Patriarca, no Centro da capital.
“Durante uma ação de rotina, ele atravessou a rua em direção aos agentes, proferiu ofensas e tentou interferir no trabalho, além de ameaçá-los. Ao ser abordado, resistiu e precisou ser contido com algemas, momento em que mordeu um dos policiais, causando ferimentos leves. O agente foi encaminhado ao Hospital Emílio Ribas para avaliação médica, e o suspeito foi levado ao 8º Distrito Policial (Brás), onde foi autuado. A Polícia Militar analisa as imagens do ocorrido e, caso sejam comprovados excessos, as devidas providências serão adotadas para responsabilização dos envolvidos”.
Abordagem policial em SP é condenada por Federação
O diretor da Federação das Associações Comunitárias do estado de São Paulo (Facesp), Ricardo Luciano Lima, repudiou a atuação da Polícia Militar na abordagem, afirmando que “a Polícia Militar está oprimindo”.
“Não podemos mais andar, não temos mais o direito de ir e vir. Então, assim, até quando vamos tolerar isso? Essa é a polícia do Tarcísio, é a polícia que ele queria tirar a câmera, pra que não fosse flagrada nesses momentos. Eu repudio todos esses atos. Não aceito. E eu como cidadão eu exijo que sejamos tratados com dignidade e com respeito”.