Uma operação realizada pela Polícia Federal apontou Jackson Antônio de Jesus Costa, o Caboclinho, como sendo o responsável por gerir uma plantação de maconha diretamente da prisão em que se encontra, no Distrito Federal. Informações do Metrópoles revelam que a descoberta é parte da Operação Cravante, que tem como foco desarticular um esquema de apoio externo a líderes de facções criminosas encarcerados no sistema penitenciário do DF.
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Informações preliminares revelaram que Caboclinho e sua família gerenciavam uma plantação de maconha localizada na área rural de Irecê, na Bahia. A plantação estaria localizada no mesmo município em que o suspeito residia antes de sua prisão e foi desmantelada em uma operação realizada no dia 16 de setembro.
Uma das suspeitas averiguadas pelos policiais que investigam o caso é de que existem ligações entre a plantação e a facção “Bonde do Maluco”, da qual Caboclinho faz parte. A conexão foi feita após uma série de diálogos do preso serem investigados. Ele se referia à planta como “hortaliças” na tentativa de disfarçar o caráter irregular do conteúdo plantado no terreno.
Preso no Distrito Federal, Caboclinho é suspeito envolvimento na morte de um policial
Apontado como chefe do Bonde do Maluco na Bahia, Caboclinho foi preso sob suspeita da morte de um policial federal no ano de 2023, durante uma operação policial realizada em Salvador. Ele também possui uma extensa ficha criminal que envolve crimes como tráfico de drogas.
Apesar de sua prisão, ele seguiu exercendo influência no tráfico e coordenando as atividades da facção. Indícios apontam que ele teria passado a integrar e auxiliar o Primeiro Comando da Capital (PCC) depois de sua prisão.