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Perito teria colocado “informações falsas” em laudo de acidente que matou o filho de Alckmin

Conforme decisão judicial, o perito inseriu informações falsas que comprometeram as investigações do acidente de helicóptero que matou Thomaz Alckmin.

Thomaz Alckmin (à esquerda) e os irmãos.
Thomaz Alckmin (à esquerda) e os irmãos. (Reprodução / Redes sociais)

A Justiça de São Paulo condenou o perito Hélio Rodrigues Ramacciotti em segunda instância por inserir informações falsas no laudo referente ao acidente de helicóptero que vitimou Thomaz Alckmin, filho mais novo do vice-presidente Geraldo Alckmin, em abril de 2015. Conforme publicado pelo UOL, o perito teria omitido informações de distorcido dados apresentados.

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De acordo com a reportagem, o desembargador Marcelo Gordo, relator do processo no Tribunal de Justiça, afirmou que as “omissões e distorções” do laudo influenciaram na apuração das causas do acidente, levando funcionários de uma empresa de manutenção a serem indiciados indevidamente pela polícia.

No processo teriam sido identificadas informações falsas relacionadas ao painel de chaves do helicóptero, o modelo e a certificação da aeronave. Além disso o perito, que atua como parte do Instituto de Criminalística de São Paulo desde 1995, também teria dado informações sobre exames que não realizou.

Diante do ocorrido, ele foi condenado a três anos e um mês de reclusão, em regime aberto, mas teve sua pena substituída pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e pelo pagamento de um salário-mínimo para uma entidade social. O perito também foi punido com a perda da função pública, mas pode recorrer da decisão.

O que diz a defesa?

Em sua defesa, o perito afirma que “jamais omitiu, distorceu ou falseou a verdade” e reforça que as informações consideradas “falsas” pelo Ministério Público na realidade são informações “irrelevantes”, que não têm impacto direto no resultado do laudo.

Segundo Daniel Bialski, advogado que representa o perito, a decisão da Justiça foi baseada em uma “versão fantasiosa apresentada pela promotora de Justiça que não possui conhecimento técnico quanto a área pericial e aeronáutica”.

No acidente em questão, todos os tripulantes que estavam na aeronave morreram no acidente sendo eles Thomaz Alckmin (31), Carlos Gonçalves (53), Paulo Moraes (42), Rick Martinho (36) e Leandro Souza (34).

O helicóptero estava em fase de testes e revisão e caiu sobre uma residência em um condomínio localizado em Carapicuíba (SP). Na ocasião, Thomaz voava como passageiro a convite de tripulantes de uma outra empresa, visto que trabalhava como piloto de helicóptero na rede de farmácias Farma Conde, em São José dos Campos (SP).

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