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Ministério Público da Venezuela convoca Edmundo González pela terceira vez, com ameaça de detenção

O ex-candidato presidencial tem se mantido escondido há três semanas

Edmundo González Urrutia se defiende de nuevas acusaciones del chavismo en Venezuela.
Edmundo González Urrutia se defende das novas acusações de chavismo na Venezuela Edmundo González Urrutia

Edmundo González Urrutia, ex-candidato presidencial da oposição na Venezuela, foi citado pela terceira vez pelo Ministério Público do país para ser interrogado no âmbito de uma investigação desenvolvida pelo órgão, devido à sua denúncia de fraude nas eleições de 28 de julho que resultaram na vitória de Nicolás Maduro.

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Diante das duas negativas recebidas, do lado do governo foi prometido que, se desobedecerem a ordem novamente, será emitido um mandado de prisão contra eles. Por isso, a líder da oposição, María Corina Machado, e também grande parte da comunidade internacional, denunciam novamente a intensa perseguição política, além de manter a tese de eleições roubadas pelo chavismo em conluio com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Aniversário escondido

Nesta quinta-feira, 29 de agosto, Edmundo González completou 75 anos de idade, no entanto, longe de comemorar, na verdade ele está na clandestinidade desde 30 de julho, após várias ameaças de detenção por vários membros do oficialismo, incluindo Maduro, que o responsabiliza pelos atos de violência gerados nos protestos pós-eleitorais que resultaram em 27 mortes, quase 200 feridos e mais de 2.400 detidos.

"Ele saiu covarde, está escondido e me dizem que está preparando sua fuga", ironizou Maduro ontem, quarta-feira, em uma marcha para comemorar o primeiro mês de sua reeleição, a qual não é reconhecida por muitos países da região, sendo os Estados Unidos, sem dúvida, um dos mais destacados.

A intimação do Ministério Público exige que González Urrutia “preste um depoimento em relação aos fatos investigados por este departamento” pela suposta prática de “usurpação de funções” e “falsificação de documento público”. São crimes graves que podem resultar na pena máxima de 30 anos de prisão.

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