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Professora, gremista e apaixonada por viagens: quem é a brasileira achada morta na Austrália

Ela estava dentro de uma banheira com gelo no apartamento em que morava; namorado foi preso

Namorado foi preso

A polícia australiana investiga a morte da brasileira Catiúscia Machado, de 43 anos, que foi encontrada sem vida dentro da banheira do apartamento em que morava, em Sidney. Natural de Canoas, no Rio Grande do Sul, ela se mudou no ano passado para aquele país. O namorado dela, o também brasileiro Diogo de Oliveira, de 40, é o principal suspeito pelo assassinato e foi preso.

O corpo de Catiúscia foi encontrado no último sábado (25), em Chiswick. De acordo com a investigação, ela foi agredida pelo namorado durante uma discussão e morta. Depois, ele a colocou na banheira e preencheu o espaço com gelo e pacotes de comida congelada.

Após o crime, Oliveira ligou contando o que tinha acontecido para um amigo, que acionou as autoridades. Os policiais foram até o imóvel e encontraram a vítima já sem vida. O brasileiro foi preso e, na Delegacia de Polícia de Burwood, autuado por homicídio por violência doméstica. Ele permanece à disposição da Justiça.

A defesa do namorado não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.

Namorado foi preso pelo crime

Quem era Catiúscia?

Familiares da vítima contaram que ela se formou em pedagogia em 2020, no Espírito Santo. Foi lá onde ela conheceu Oliveira e, juntos, decidiram se mudar para a Austrália no primeiro semestre do ano passado. O objetivo inicial dela era estudar inglês, mas acabou decidindo ficar no país.

Lá ela trabalhava como professora de crianças com necessidades especiais. “Eu sempre conversava com ela pela manhã, ela sempre me dizia que estava muito feliz, estava tudo bem. Ela, inclusive, estava dando aulas lá pra umas crianças brasileiras e me mostrava umas fotos, sempre super bem”, disse a mãe de Catiúscia, Eliaide Machado, em entrevista ao site G1.

A mãe relatou que a filha era viúva e, por isso, Oliveira se aproveitou de um momento de fragilidade emocional para se aproximar dela. Apesar disso, o relacionamento não era bem visto pelos parentes.

“Eu não gostei dele. Ele não me passou confiança. Ele não conversava olhando nos olhos. Ele abaixava muito a cabeça quando conversava comigo. Eu conversei muito com ela, esse namoro não foi do meu agrado”, afirmou Eliaide.

Ainda segundo a mãe, a brasileira era gremista de coração e, enquanto estava no Brasil, costumava ir aos estádios acompanhar os jogos da equipe. Mas ela também tinha outra paixão: as viagens. Em seu perfil nas redes sociais, ela costumava compartilhar os passeios que fazia.

“Aprendi que é preciso viver a vida intensamente, aproveitar cada momento e fazer tudo o que quiser, sem deixar para depois”, escreveu Catiúscia em uma postagem, antes de se mudar para Austrália.

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