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Estudante foi queimada enquanto ainda estava viva, aponta laudo da necropsia; ex-marido está preso

Raphaela Salsa Ferreira, 38, foi encontrada carbonizada; ex não aceitava o fim do relacionamento

Ex-marido foi preso
Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos, foi encontrada carbonizada, no Rio de Janeiro (Reprodução/Redes sociais)

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O laudo da necropsia revelou que a estudante de enfermagem Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos, que foi encontrada carbonizada em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi queimada enquanto ainda estava viva. O ex-marido dela, Vagner Dias, é apontado pela polícia como o principal suspeito pelo assassinato e está preso.

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Conforme reportagem do site G1, o laudo da necropsia destacou que havia vestígios de fuligem na língua e que a vítima se asfixiou com a fumaça. Depois disso, o corpo foi carbonizado.

“O perito estima que a morte se deu por intoxicação pela fumaça concomitante à carbonização e asfixia por ação bioquímica e térmica. O evento térmico se deu com a vítima viva”, diz um trecho do laudo.

Conforme a polícia, Raphaela foi casada com Dias por 14 anos, mas o relacionamento terminou há maios ou menos três meses e testemunhas disseram que o homem não aceitava. A mulher tinha medo de que ele descobrisse que ela tinha um novo namorado, pois era violento. Em 2014, ela chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o então companheiro por lesão corporal.

Ele não aceitava o fim do casamento
Estudante Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos, foi morta e carbonizada; ex-marido é o principal suspeito e foi preso (Reprodução/Redes sociais)

Perseguida e morta

Na noite da última quinta-feira (26), Raphaela saía do curso de enfermagem, quando passou a ser perseguida pelo ex-marido. Dias teria pegado um carro emprestado com um amigo e seguiu a ex até a casa dela, quando a fez entrar no veículo com ele e deixou o local.

O corpo da jovem foi encontrado, já carbonizado, na sexta-feira (27), a mais ou menos 40 quilômetros de casa. Ele foi reconhecido no Instituto Médico Legal (IML) por meio da arcada dentária e por tatuagens.

A polícia acredita que Dias parou para comprar gasolina, quando já estava com Raphaela no carro, e logo depois a queimou. O homem foi ouvido na delegacia na segunda-feira (30), quando negou o envolvimento no caso.

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Porém, a polícia diz que ele tentou ocultar algumas provas, como seu celular, que foi encontrado completamente destruído. Assim, foi solicitada a prisão temporária, que foi expedida pela Justiça.

A defesa de Dias não foi encontrada para comentar o assunto até a publicação desta reportagem.

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