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Rapaz que carregava carne em mala tem prisão prorrogada; relembre o caso

Begoleã Fernandes foi preso no aeroporto de Lisboa, em Portugal, em 27 de fevereiro por suspeita de homicídio

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O Tribunal de Amsterdã, na Holanda, prorrogou a prisão preventiva de Begoleã Fernandes pelo prazo de 90 dias. O brasileiro, 26 anos, foi preso no aeroporto de Lisboa, em Portugal, em 27 de fevereiro por suspeita de homicídio. Ele confessado o crime em uma mensagem enviada a um amigo, segundo relataram familiares da vítima. Na mensagem, o jovem afirmava que Alan Lopes, de 21, também brasileiro, era canibal e que planejava comê-lo.

Begoleã deverá se apresentar a um tribunal do país pela primeira vez no final de junho.

Na bagagem do brasileiro havia um pacote de carne, que alegou ser humana. “O homem de 25 anos é suspeito de homicídio. No momento, ele não é suspeito de canibalismo. A investigação sobre o assassinato ainda está em andamento”, informou o Ministério Público da Holanda, em nota enviada ao “Globo”.

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Uma perícia feita pela polícia da Holanda informou que a carne encontrada na casa da vítima não era humana. “Podemos confirmar que a carne encontrada na casa da vítima aqui na Holanda é de origem animal”, informaram as autoridades holandesas. “A carne foi investigada por um instituto forense”, acrescentou o comunicado.

Já a perícia portuguesa sobre a carne encontrada na mala ainda não foi concluída.

Relembre o caso

Begoleã dirigiu-se a um outro amigo em áudio para pedir dinheiro para sair da Holanda, onde morava. Ele contou ter sido convidado para um churrasco na casa de Alan, mas que, por suspeitar do brasileiro, levou uma faca e agiu em legítima defesa.

Nas semanas que antecederam o crime, Begoleã apresentava discurso paranoico e desconexo, disseram familiares da vítima.

“Está confuso para todos nós essa história de canibalismo. Ainda mais vindo do meu irmão, não tem lógica”, disse também ao “Globo” na época Kamila dos Anjos Lopes, irmã de Alan. “Essa pessoa [Begoleã] é amigo de dois, três anos, do meu irmão. Meu irmão abrigava ele, já que ele não tinha casa, moradia. Meu irmão ajudava muito ele. E, infelizmente foi assim que ele retribuiu”, completou.

Segundo a imprensa portuguesa, Begoleã chegou a falar aos agentes do Serviço de Emigração e Fronteiras de Portugal que Alan, para quem ele devia dinheiro, tentou cobrar a dívida antes do crime. Begoleã, no entanto, também falou em canibalismo.

“Em outro áudio, ele fala que meu irmão matava as pessoas e levava para o açougue, onde meu irmão trabalhava. Isso é uma loucura. Meu irmão não tinha acesso nenhum ao açougue fora do horário de trabalho. Do jeito que ele entrava ele saia: com o dono abrindo e fechando a loja. Não tem lógica falar uma coisa dessas”, disse Kamila.

O brasileiro foi preso em Lisboa ao chegar de um voo vindo da Holanda. Ele iria embarcar para o Brasil, mas foi detido com um documento italiano falso. Mais tarde, as autoridades descobriram que havia um mandado de prisão em seu nome emitido na Holanda.

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