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Menor de 16 anos morre dias após tomar soda cáustica em comércio no litoral de São Paulo

Ele pediu água, quando teria recebido garrafa com produto químico; dono do local nega

Polícia Civil apura o caso
Heitor Santos Poncidônio, de 16 anos, morreu dias depois de beber soda cáustica em um comércio no Guarujá, no litoral de SP (Reprodução/Arquivo pessoal/G1)

O adolescente Heitor Santos Poncidônio, de 16 anos, morreu dias depois de beber soda cáustica em um comércio no Guarujá, no litoral de São Paulo. Conforme o boletim de ocorrência, obtido pelo site G1, o rapaz pediu um pouco de água e recebeu a garrafa que continha o produto químico. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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Conforme relatado pela família do menor, a ingestão da soda cáustica ocorreu no último dia 1º de dezembro, em Vicente de Carvalho. Heitor teria ido ao comércio para comprar cloro e desinfetante para a avó. Com sede, ele pediu água e acabou recebendo uma garrafa, que ingeriu sem perceber que se tratava de um produto químico.

Na ocasião, o adolescente foi levado a um hospital. O estado de saúde era considerado grave em funções de lesões no esôfago e ele permaneceu internado até o dia 12 de dezembro. Depois disso, foi para casa, mas estava fraco, já que não conseguia se alimentar direito.

No último dia 7 de janeiro, ele começou a sentir dores abdominais e ele foi, novamente, hospitalizado. Na ocasião, os médicos o submeteram a exames e constataram que ele estava com um quadro de inflamação no estômago.

No dia 9 de janeiro, o menor foi encaminhado para fazer uma endoscopia, mas passou mal e precisou ser reanimado. Foi quando ele não resistiu e morreu. “Foi imediatamente para sala de emergência, onde vários médicos tentarem reanimá-lo, porém sem êxito”, contou a prima da vítima, Eduarda Poncidônio Costa, segundo o boletim de ocorrência.

Comerciante nega ter dado garrafa

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial do Guarujá. O dono do comércio foi ouvido e negou que tenha dado a garrafa para o adolescente. O homem alegou que Heitor pegou, por conta própria, o recipiente que estava no chão e bebeu. Um funcionário do estabelecimento também prestou depoimento e confirmou a versão do patrão.

A Polícia Civil solicitou as imagens de câmeras de segurança da loja, mas o dono alegou que o sistema estava inoperante naquela ocasião, mas que os equipamentos permaneciam no local com o intuito de inibir a ação de bandidos.

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A reportagem tentou conversar com o dono do comércio, mas ele não foi encontrado para comentar o assunto.

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