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Políticos norte-americanos pedem extradição de Bolsonaro dos EUA; entenda a situação dele no país

Ex-presidente se pronunciou nas redes sociais e disse que depredações de prédios públicos ‘fogem à regra’

Políticos norte-americanos pedem que ele deixe o país

Políticos norte-americanos reagiram após os atos terroristas cometidos por bolsonaristas em Brasília, no Distrito Federal, onde depredaram o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e pediram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja extraditado dos Estados Unidos. Ele chegou a Orlando, na Flórida, em 31 de dezembro, na véspera de deixar o comando do governo federal, onde permanece até os dias atuais.

Bolsonaro entrou nos EUA com visto diplomático, uma vez que ainda era presidente naquela data. Ele poderia estar com o visto categoria A1, destinado às viagens oficiais de líderes de Estado, conforme consta no site do Departamento de Estado norte-americano. Esse documento pode dar o direito de que ele permaneça naquele país por até 90 dias em situação legal.

No entanto, até o momento, as autoridades imigratórias ainda não se pronunciaram sobre a real situação do brasileiro, uma vez que agora ele é ex-presidente e o visto A não permite a prática de turismo. Bolsonaro está hospedado em uma casa de veraneio do ex-lutador de MMA José Aldo, um dos seus fiéis apoiadores, onde tem feito passeios pelo condomínio de luxo e até foi visto circulando em um supermercado.

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Para os congressistas norte-americanos, o ex-presidente não pode se refugiar nos EUA, principalmente após os atos terroristas em Brasília, e precisa ser enviado de volta ao Brasil.

Joaquin Castro, deputado democrata pelo Texas, disse que terroristas domésticos e fascistas não podem usar a cartilha de Trump para minar a democracia”. “Bolsonaro não deve se refugiar na Flórida, onde está se escondendo da responsabilidade por seus crimes”, afirmou.

Alexandria Ocasio-Cortez, deputada democrata por Nova York, disse que “os EUA devem parar de conceder refúgio a Bolsonaro na Flórida”.

“Quase dois anos depois que o Capitólio dos EUA foi atacado por fascistas, vemos movimentos fascistas no exterior tentando fazer o mesmo no Brasil. Devemos ser solidários com o governo democraticamente eleito de Lula”, escreveu a deputada.

Mark Takano, deputado democrata pela Califórnia, também disse que os Estados Unidos e as pessoas democráticas devem apoiar os resultados da eleição brasileira. “A violência antidemocrática no Brasil hoje é um lembrete preocupante dos perigosos movimentos fascistas que crescem em todo o mundo. Jair Bolsonaro não deveria ter permissão para se refugiar nos EUA”, afirmou.

O que disse Bolsonaro sobre os atos terroristas?

No domingo (8), ex-presidente Jair Bolsonaro fez posts em sua conta no Twitter destacando que as invasões e depredações de prédios públicos em Brasília são ações que “fogem à regra”.

“Manifestações pacíficas, na forma da lei, fazem parte da democracia. Contudo, depredações e invasões de prédios públicos como ocorridos no dia de hoje, assim como os praticados pela esquerda em 2013 e 2017, fogem à regra”, escreveu ele.

“Ao longo do meu mandato, sempre estive dentro das quatro linhas da Constituição respeitando e defendendo as leis, a democracia, a transparência e a nossa sagrada liberdade”, garantiu ele.

O ex-presidente não comentou sobre os pedidos dos políticos norte-americanos para que ele deixe os EUA. No entanto, mandou um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“No mais, repudio as acusações, sem provas, a mim atribuídas por parte do atual chefe do executivo do Brasil”, escreveu Bolsonaro que, inclusive, continua se apresentando nas suas redes sociais como “Presidente da República Federativa do Brasil”.

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