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DNA confirma que corpo achado em quintal é de menina morta por ajudante de pedreiro, em Goiânia

Garota sumiu ao sair para ir até padaria; polícia apura se homem que confessou o crime é serial killer

Ela foi morta por ajudante de pedreiro

O exame de DNA feito nos restos mortais que estavam enterrados no quintal de uma casa, em Goiânia, Goiás, são mesmo da menina Luana Alves, de 12 anos, que desapareceu ao sair de casa para ir até uma padaria. O ajudante de pedreiro Reidmar Silva, de 31 anos, confessou que sequestrou, tentou estuprar a garota e a matou enforcada quando ela reagiu. Foi ele quem indicou o local onde o corpo estava aos policiais após ser preso (veja no vídeo no fim do texto).

Os pais da menina estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, na quarta-feira (30), onde coletaram material genético para ser comparado com os do corpo achado. Como os restos mortais foram queimados, só por meio do exame de DNA foi possível fazer essa identificação.

Depois do procedimento, o corpo foi liberado e é velado na manhã desta sexta-feira (2), na Igreja Batista Madre Germana, em Goiânia. O enterro deve ocorrer durante a tarde.

Sêmen e sangue

A delegada Caroline Borges Braga, responsável pela investigação do caso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), disse que, durante uma perícia realizada na casa do ajudante de pedreiro, foi encontrado material semelhante a sangue e sêmen. Eles foram coletados e enviados para análise do laboratório de biologia forense.

Ainda conforme a investigadora, a casa em que a vítima foi enterrada havia sido alugada por Reidimar quatro dias antes do crime. O local não tinha energia elétrica e, por isso, foi usado luminol durante a perícia, que acabou indicando a presença de sangue e sêmen.

Suspeita de mortes em série

A corporação suspeita que o ajudante de pedreiro tenha feito outras vítimas e, por isso, o DNA dele foi incluído no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Assim, poderá ser comparado ao de outros crimes semelhantes.

“Ele, certo de que estaria impune, bem como teria sido capaz de desfazer de todos os vestígios, disse que forneceria material genético. Então ele forneceu material genético. Colocando isso no Banco Nacional, é possível vincular o material dele a algum estupro sem autoria”, disse a delegada em entrevista ao site G1.

Conforme a investigadora, Reidmar alegou que estava sob efeito de drogas ao matar e enterrar o corpo de Luana. No entanto, para ela, há indícios de que ele já tenha cometido outros crimes semelhantes.

“Acredito que esse tipo de situação não é um crime só, não tem motivação, não tem explicação para um crime desse, então acredito que possa sim ser um serial, em razão do modus operandi dele”, explicou a delegada.

Reidimar já cumpriu penas roubo e receptação e chegou a ser investigado por estupro, em 2015, mas foi absolvido por falta de provas. Agora, após confessar que tentou estuprar Luana e a matar quando ela reagiu, ele deve responder por estupro de vulnerável tentado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O homem passou por uma audiência de custódia na quarta-feira, quando teve a prisão preventiva mantida pela Justiça.

Ele segue preso na DPCA

Morte de Luana

Luana estava desaparecida desde o domingo (27), quando saiu de casa no Setor Madre Germana 2 para ir até uma padaria. Câmeras de segurança de imóveis do bairro chegaram a registrar a movimentação da estudante pelas ruas carregando uma sacola. No entanto, a menina não voltou mais para casa e os familiares procuraram a polícia para denunciar o sumiço dela.

O caso passou a ser investigado e os policiais encontraram imagens que mostraram um carro passando na rua no mesmo momento em que a garota. Por meio da placa, o veículo foi localizado e passou por uma perícia, mas Luana seguia desaparecida. No entanto, a investigação chegou até Reidimar, que logo confessou o crime.

Conforme a polícia, o ajudante de pedreiro contou que avistou a menina andando sozinha e a convenceu a entrar no carro dele dizendo que devia um dinheiro para a mãe dela e que iria pagar. Em seguida, ele a levou para a casa dele, onde tentou estuprá-la. A menina reagiu, momento em que o homem a enforcou até a morte.

Depois, Reidimar disse que queimou o corpo de Luana, para dificultar uma possível identificação, e enterrou no quintal de casa. Depois, jogou cimento por cima. Em um vídeo, ele indicou aos policiais o local onde ela estava (veja abaixo).

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