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Mãe deixa filha amarrada à placa para vender pipoca no farol: ‘Para que ninguém a roube de mim’

Mulher conta que este é o único jeito de levar sustento à família e cuidar da menina

Mãe amarra filha à placa para vender comida no farol

Uma mãe amarrou a filha de 5 anos a uma placa de trânsito enquanto vendia pipoca no farol. O caso aconteceu no Distrito Federal e foi revelado pelo “Metrópoles”.

A mulher - que não teve a identidade revelada - garantiu à reportagem que o caso não se trata de maus-tratos. Muito pelo contrário: é motivado por necessidade e proteção.

“Viemos de Goiânia para fazer o tratamento do rim da minha filha em Brasília. Somos só eu, meu marido e ela. Não consigo emprego e nem uma creche especial que cuide dela, mas, mesmo assim, ela está na escola. Hoje, no entanto, não teve aula e precisei trazê-la comigo, pois o meu marido está trabalhando”, desabafou.

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Perguntada sobre os motivos de deixar a filha presa à placa, a mãe respondeu. “Para que ninguém a roube de mim e para impedi-la de atravessar a rua quando eu me virar. Minha filha é tudo para mim, não me perdoaria se algo acontecesse com ela.”

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Ela disse ainda que não é sempre que leva a garota para a área central da cidade. “Só quando ela não tem aula, porque fico sem escolha”. Segundo a mulher, “esse é o único jeito de terem o que comer”.

Polícia questionou

A mulher contou que a polícia já foi questioná-la e que entendeu a situação. “Expliquei que era para ela não ser atropelada e para ninguém pegá-la de mim. Dessa forma, consigo vê-la e correr para ajudá-la. Eles entenderam. Viram que a minha filha é bem cuidada. Estou aqui batalhando por ela. Para que a dificuldade que estamos passando não piore. Não tenho ninguém para deixar a minha filha, o meu marido trabalha também”, disse.

De acordo com a mãe, ela tenta conseguir acesso a algum benefício do governo desde que chegou ao Distrito Federal, porém nunca foi comtemplada.

A mulher destaca que a filha só tem um rim e que não conseguiu vaga em creche com tempo integral. Por isso, segue na escolinha, que, segundo ela, “vira e mexe não tem aula”.

O que dizem os órgãos competentes

A reportagem do “Metrópoles” entrou em contato com uma conselheira tutelar, que informou que ainda não havia recebido denúncia sobre o caso, mas que pretende apurá-lo.

Já sobre queixa da mãe de falta de creche em tempo integral, a Secretaria de Educação respondeu que “o caso específico requer um tempo um pouco maior para a área técnica poder checar a situação da criança”.

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