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Cracolândia vive dia de tumulto com prisão e saques

A prisão no fim da manhã de um acusado de furtar um celular foi o estopim para mais um conflito violento entre forças de segurança e os dependentes químicos que ocupam a região da Cracolândia, no centro.

Tudo teria começado com a entrada da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para deter o suspeito no ponto de maior concentração da Cracolândia: a esquina da rua Helvetia com a alameda Dino Bueno.

Recebida com violência e cercada, a GCM pediu reforço da PM (Polícia Militar) e, então, ao meio-dia, o tumulto se instalou.

Para bloquear a passagem das forças de segurança, dependentes químicos e traficantes montaram barricadas ateando fogo em objetos e se armaram com paus e pedras. A avenida Rio Branco foi interditada.

Ao menos três guardas-civis se feriram, um na cabeça. Alguns ocupantes da região também saíram machucados. A PM vistoriou barracas e usou bombas de efeito moral e bala de borracha.

A dispersão provocou um novo tumulto, que tomou conta das ruas do centro.

Comerciantes relataram que os dependentes químicos fizeram arrastões em lojas e roubaram pedestres. O fotógrafo Alê Vianna foi agredido e roubado.

A onda de violência chegou ao terminal Princesa Isabel, onde um ônibus foi invadido, deixando uma cobradora ferida. Um carro da GCM foi vandalizado.

A prefeitura informou apenas que a GCM deteve um suspeito de furto na região da Luz, houve um tumulto, a polícia foi acionada e a ocorrência registrada no 77º DP. A PM informou duas prisões e que uma pessoa foi ferida por arma de fogo. Até o fim da noite, a Cracolândia permanecia vigiada.

No último domingo, o corpo de um socorrista que sumiu na Cracolândia foi encontrado no bairro vizinho do Bom Retiro. Contratado por uma família para ‘resgatar’ uma jovem que se viciou, ele pode ter sido morto porque foi confundido ou se fez passar por policial. O caso está sendo investigado.

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