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Em 2027, São Paulo terá mais idosos do que jovens

Prestes a completar 461 anos, a capital precisa se preparar para um processo de envelhecimento acelerado de sua população nos próximos 20 anos. Dados divulgados na quarta-feira pela Fundação Seade revelam que, em 2010, a cidade tinha 6 idosos para cada 10 jovens. Quando chegarmos a 2030, essa proporção será de 12 paulistanos com mais de 60 anos para 10 com menos de 15 anos.

As projeções revelam que o número de pessoas com mais de 60 anos será maior do que o de menores de 15 anos em 2027.

A região central e bairros de classe média e média alta, como Bela Vista, Pinheiros, Jardins e Morumbi irão concentrar os moradores idosos.

Na avaliação dos responsáveis pelo estudo, o envelhecimento acelerado tem como principal causa a queda na taxa de natalidade em São Paulo. Entre os anos de 1980 e 2010, o número médio de filhos por paulistana passou de 3,2 para 1,7. Em 2050, será de 1,6. Há também um aumento na expectativa de vida da população.

No período que vai de 2000 a 2010, os homens ganharam mais 5,3 anos, passando de 66,7  para 72. Já as mulheres registraram um incremento de 2,8 anos, de 76,7 para 79,5. Daqui a 35 anos, os homens viverão, em média, até 79,2 anos, e as mulheres até os 84,7 anos.

População    

Neste ano, São Paulo chegará a marca de 11,5 milhões de habitantes. No cenário projetado, serão 12,2 milhões em 2050.

O ritmo de crescimento populacional teve seu ápice na década de  1950, quando atingiu a taxa de 5,58%. No entanto, uma queda acentuada começa a ser registrada a partir da década de 1980; no período que vai de 2000 a 2010, ela atinge o índice de 0,76%.

Em 2030, 40 dos 96 distritos da cidade terão queda no número de habitantes. Nos demais, apenas o de Anhanguera terá crescimento acima de 1%.

O Levantamento da Fundação Seade aponta que a cidade registrará taxas de crescimento negativo a partir de 2045.

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