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Água do volume morto começa a ser usada em São Paulo

O governo dá início hoje à captação do “volume morto” do sistema Cantareira. A ideia é usar, pela primeira vez na história, metade dos 400 milhões de metros cúbicos que a reserva das represas possui para abastecer cerca de 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Ontem, o sistema Cantareira atingiu 8,4% de capacidade de armazenamento.

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As previsões para o término das reservas são confusas. A princípio, a Sabesp previu que o volume duraria 4 meses. Depois, disse que serviria até novembro. Ontem, em evento para investidores da companhia, o diretor da Sabesp Mario Sampaio afirmou que a empresa conta com chuvas até outubro. Caso contrário, haverá problemas. Já o governo do Estado afirma que, com a economia da população, a reserva deve durar até março de 2015.

O uso do “volume morto” foi adotado pelo governo como uma saída para a crise hídrica. Para instalar as bombas que vão retirar a água a Sabesp investiu R$ 80 milhões. A captação, no entanto, começa com um impasse entre os órgãos gestores do manancial (ANA e DAEE) e a Sabesp.

Os gestores afirmam que é preciso separar uma reserva estratégica de 50 bilhões de litros para abastecimento da região no próximo período de estiagem.  A quantidade é equivalente  a 27% da água abaixo do nível de captação  e a 5% do volume total do sistema.  Embora já tenha anunciado duas possíveis datas para início da cobrança de multa para quem aumentar o consumo de água, o governo ainda não tomou uma decisão sobre a taxação.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, caberá à Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia) decidir sobre os critérios e a cobrança da multa.

ANA estuda limitar captação

Diante do colapso do sistema Cantareira, a ANA (Agência Nacional de Águas), do governo federal, e o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica), do governo paulista, discutem uma medida alternativa para não comprometer o abastecimento de água em novos períodos de seca.

A ideia é calcular a média da vazão máxima (quantidade de água que entra na represa) do sistema com base no índice histórico de chuvas em um período de 15 dias para definir a retirada do sistema nos 15 dias seguintes.

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