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Chanceler promete responder se cidadãos russos forem ameaçados

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse nesta terça-feira que Moscou vai retaliar se interesses de seus cidadãos forem ameaçados ou se seu território for atacado, em mais um sinal da crescente tensão com a Ucrânia. Lavrov também acusou os EUA de estarem “comandando o show”, em referência aos acontecimentos no leste do país.

“Se nossos interesses, nossos interesses legítimos, os interesses dos russos forem atacados diretamente, como foram na Ossétia do Sul, por exemplo, não vejo outra forma se não respondermos de acordo com a lei internacional”, disse ele, referindo-se ao território separatista da Geórgia para onde Moscou enviou tropas em agosto de 2008, deflagrando uma guerra.

As declarações de Lavrov foram feitas na esteira do anúncio, em Kiev, da retomada da operação “antiterrorista” contra separatistas pró-Moscou, rompendo um acordo firmado durante a Páscoa para apaziguar a tensão.

Enquanto isso, Kiev pediu para que a Rússia retire as tropas da fronteira, alegando temer que separatistas usem a proximidade para provocar uma invasão.

O Ministério do Interior da Ucrânia disse ontem que “libertou” uma cidade que estava sob controle de separatistas. A operação teria acontecido nos arredores da cidade de Sviatogorsk, sem deixar feridos. Não havia relatos anteriores de homens armados na cidade, que é vizinha de Slaviansk, um reduto de militantes pró-Rússia. 

Opinião: Newton Carlos – Jornalista

Otan: entrar ou não? 

A encrenca do Ocidente com Moscou já põe em debate questões militares. Os gastos em defesa devem ou não ser aumentados? A Otan deve ou não ser fortalecida com mais membros, mais soldados e mais armas? Há países europeus com selo ocidental que não estão na aliança e que começam a discutir se devem ou não alistar-se.

É o caso da Suécia e da Finlândia. Para entrar na Otan, ambos precisam de mudanças na opinião pública interna, que tem arraigado sentimento contrário. São membros da União Europeia e não mais do que isso. A Suécia perdeu territórios para a Rússia no século 18, o que contribui para cautelas, ainda hoje.

Numa pesquisa de 2012, só um terço dos suecos disseram que apoiariam eventual adesão à Otan, mas há convicção de que a ideia será assumida em breve pelo público. Os grupamentos políticos favoráveis alegam dispor de boas cartas nas mãos, de confronto com a ordem do Kremlin de Putin. Tanto a Suécia como a Finlândia têm colaborado com a Otan em questões de segurança, via UE. É o argumento mais usado pelos partidários de mais militarização.

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