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Diretor de ‘Cavaleiro da Lua’ critica Gal Gadot em ‘Mulher-Maravilha 1984’

‘Cavaleiro da Lua’ está trazendo a perspectiva de um cineasta egípcio para uma história ambientada neste país.

'Mulher-Maravilha 1984' Foto: Reprodução

A série ‘O Cavaleiro da Lua’, nova produção da Marvel para a Disney Plus, mostra a história de um veterano de guerra que se transforma no mercenário Marc Spector e que ganha super poderes e força por um pacto feito com Khonshu, um Deus egípcio.

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Em entrevista ao IGN, Mohamed Diab, diretor de 4 dos 6 episódios da série, disse que a proposta da Marvel é trazer a perspectiva de um cineasta egípcio para uma história ambientada no Egito, pois como tantos personagens de quadrinhos do passado, o Cavaleiro da Lua também se apoiou em estereótipos racistas e de culturas orientais.

“Foi muito importante para mim retratar (os egípcios) como pessoas comuns. Até o próprio local, mostrando o Cairo, onde sempre vemos as pirâmides no meio do deserto, mesmo que você apenas olhe um pouco para a direita, as pirâmides estão no meio da cidade, e são vinte milhões de pessoas, e temos arranha-céus, e é um lugar normal como qualquer outra cidade”, explicou Diab.

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À SFX Magazine, Diab complementou: “No meu discurso, havia muito sobre o Egito, e também sobre a forma errônea que o país foi retratado ao longo da história de Hollywood. É sempre exótico, chamamos de orientalismo. Isso nos desumaniza. Estamos sempre nus, sempre sexy, sempre maus, sempre exagerados”.

Diab ainda chamou a atenção para filmes modernos que continuam a alimentar estereótipos sobre o Egito, como exemplo, ‘Mulher Maravilha 1984′. O filme apresentava uma sequência de ação em que a estrela israelense Gal Gadot salva crianças de um caminhão. A cena, segundo o diretor, é historicamente imprecisa, além de ofensiva.

“Lembro-me de ver a ‘Mulher Maravilha 1984′ e houve uma grande sequência de cena no Egito e foi uma vergonha para nós”, disse Diab. “Você tinha um sheik, isso não faz sentido para nós. O Egito parecia um país da Idade Média. Parecia o deserto. Você nunca vê o Cairo. Você sempre vê a Jordânia atirar no Cairo, Marrocos atirar no Cairo, às vezes a Espanha atirar no Cairo. Isso realmente nos irrita”.

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