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Oscar 2019: A amizade real que fundamentou a história de Green Book e outros fatos sobre o filme

Ambientado nos anos 1960, o indicado ao Oscar «Green Book: O Guia», conta uma história de amizade que nasce quando a segregação racial era algo garantido por lei nos Estados Unidos.

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CRÍTICA Green Book: O Guia

Viggo Mortensen vive Tony ‘Lip’ Vallelonga, um leão de chácara que é contratado para servir como segurança e motorista do pianista clássico Dr. Don Shirley (Mahershala Ali) durante uma turnê pelo Sul do país, onde o apartheid é real, mesmo para artistas da magnitude de Shirley.

O tal do Green Book do título é o manual que orienta os negros em viagens na área. Indica hotéis, restaurantes e outros locais onde eles tinham permissão para circular e foi publicado entre  1936 e 1966.

Veja abaixo alguns fatos sobre a produção:

  1. A família Shirley questionou o roteiro , alegando que Tony e Don tinham apenas uma relação de trabalho, porém, isso foi refutado quando uma gravação de uma entrevista com o pianista surgiu. «Eu confiava nele de olhos fechados. Veja, ele não era apenas meu motorista, nós nunca tivemos uma relação empregado/patrão. Não há sentido nesse tipo de coisa. Minha  vida está na mãos deste homem. Então você precisa ser amigável um com o outro».
  2. A amizade durou mais de 50 anos. Depois da viagem mostrada no filme, que durou dois meses, Doc e Tony trabalharam  juntos em uma turnê de um ano. Depois, o músico pediu que Tony o acompanhasse em sua turnê europeia, mas ele declinou porque não queria ficar longe da mulher e dos filhos.
  3. Os dois morreram em 2013. Tony, aos 82 anos, em janeiro. Doc, em abril, aos 86.
  4. Tony Lip investiu na carreira de ator. Foi figurante em «O Poderoso Chefão» (1972) e seu tipo também serviu a filmes como «Os Bons Companheiros» (1990), outras produções de Martin Scorsese e à série «Família Soprano», onde interpretou Carmine.
  5. Viggo Mortensen conheceu a família Vallelonga antes de começar a se preparar para o papel. De ascendência italiana, os parentes de Nick ofereceram um jantar que durou seis horas. «Isso quase acabou comigo porque eu ainda não tinha engordado – não tinha aumentado o meu estômago ainda». Com medo de ofender ao recusar a comida, ele se esforçou a comer tudo. Mas sempre vinha mais comida. «Disse tchau, tiramos uma foto juntos e fui mancando até o carro que aluguei. Menti que ia voltar pra Manhattan, dei a volta na esquina, estacionei, abaixei o assento, afrouxei o cinto e me deitei lá por uma hora, gemendo», contou o ator.
  6. Nick Vallelonga, filho de Tony, contou que as interpretações de Viggo e de Linda Cardellini, como sua mãe Dolores, foram tão impressionantes que ele ia às lágrimas.
  7. Mahershala Ali teve como dublê o compositor do filme, Kris Bowers, nas cenas ao piano.
  8. A família Vallelonga foi toda interpretada no filme por parentes de Tony. Louis Venere, um deles, continuava comendo mesmo depois de o diretor gritar CORTA.
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