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Meio sem jeito escrevo mais do mesmo porque nem sei mais o que falar ou deitar palavras virtuais nos textos nossos de cada dia. Em resumo, com essa confusão de notícias, tem vacina em outubro, depois janeiro, ou mesmo só no meio de 2021. Ou sabemos que deu ruim na vacina de Oxford, mas já está tudo bem.

Fins de semana de praias lotadas, farra de barcos no Guarujá, marginais lotadas na semana, cadê a quarentena? Já era ou nunca foi. Quarentena mesmo só para peritos do INSS, que deixam o aposentado na mão. Aliás, quando, ou que governo, respeitou o aposentado, que é colocado depois de uma vida inteira de trabalho como peso morto na economia: “se não tem reforma da Previdência, o Brasil quebra”.

Ah, e a reforma política de estado inchado de representantes do povo e seus aspones, ganhando dinheiro monstruoso mamando nas generosas tetas do governo. Depois veio a pandemia. E o idoso, que é vítima das andanças dos mais jovens, passou a ser tratado como culpado, mais uma vez. O que é que o velho tem a ver com festas no morro ou no mar?

Jovens pobres ou filhos de rico pouco se importando com a terceira idade, fundando a idade da farra, liberou geral. Qualquer país que se preze preserva sua história escrita pelos mais velhos, porque já fizeram seu trabalho. Ao contrário disso, jogamos nosso passado no lixo. O pior é que estamos fazendo isto com nossa juventude também.

Quantos que estão lendo estas linhas são recentemente formados e, mesmo de canudo na mão, não têm mercado de trabalho nesta multidão de desempregados que chora de fome ou de vergonha dos filhos que não conseguem alimentar? Choro que nem chega a esta multidão de candidatos que vão mais uma vez prometer e não entregar.

Nosso país enfrenta o vírus da vergonha, o vírus da fome, o vírus da roubalheira, mas não aguenta mais o vírus do cinismo e da falta de vergonha na cara. Aí alguns vermes piores que vírus serão julgados nas urnas da pandemia de caráter.


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