Ciência e Tecnologia

Energia escura: descoberta a supernova mais antiga e distante já observada

O estudo das supernovas permite uma melhor compreensão do universo (desde a evolução estelar até a cosmologia)

La información obtenida de estas explosiones estelares antiguas es vital para estudiar fenómenos como la energía oscura y para medir distancias en el espacio.
A informação obtida dessas explosões estelares antigas é vital para estudar fenômenos como a energia escura e para medir distâncias no espaço (NASA Hubble Space Telescope - Unsplash)

Os astrônomos alcançaram um marco impressionante na exploração do universo primitivo, graças ao telescópio espacial James Webb. Este telescópio, que se mostrou uma ferramenta fundamental para a astronomia moderna, revelou a supernova mais antiga e distante já detectada até agora.

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O universo, em seus primeiros tempos, era um lugar cheio de atividade estelar, e as explosões de supernovas eram comuns. No entanto, a maioria dessas explosões está relativamente próxima da Terra. O que torna este achado realmente especial é que novas observações identificaram um número surpreendente de supernovas em regiões do espaço muito mais distantes e antigas do que se sabia anteriormente.

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Explodiu há 12 bilhões de anos

Numa recente apresentação na reunião da Sociedade Astronômica Americana em Madison, os pesquisadores anunciaram que encontraram cerca de 80 supernovas numa pequena seção do céu, muitas delas a distâncias nunca antes observadas.

Entre estas descobertas está uma supernova com um desvio para o vermelho de 3,6, o que indica que explodiu quando o universo tinha cerca de 1,8 bilhões de anos, ou seja, há cerca de 12 bilhões de anos. Esta descoberta fornece uma visão sem precedentes do universo jovem, apenas uma adolescência cósmica.

Contribuição do telescópio James Webb

O telescópio Webb, com sua capacidade de captar luz em comprimentos de onda mais longos e sua enorme área de captação, permitiu aos cientistas observar essas supernovas distantes que antes eram invisíveis.

Segundo Justin Pierel, do Space Telescope Science Institute, a capacidade do Webb de detectar esses fracos sinais de luz é crucial para entender os primeiros tempos do universo. Ele afirma que essa descoberta não apenas amplia nossa compreensão do cosmos primordial, mas também oferece uma nova perspectiva sobre a formação de estrelas e a evolução das primeiras supernovas.

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O que é uma supernova?

Uma supernova é uma explosão estelar extremamente poderosa que ocorre quando uma estrela esgota seu combustível nuclear e colapsa sob sua própria gravidade. Durante essa explosão, a estrela libera uma enorme quantidade de energia na forma de luz e radiação, tornando-a visível a grandes distâncias.

O estudo das supernovas é relevante por várias razões: em primeiro lugar, permite estudar o fim da vida das estrelas e como os elementos pesados são formados no universo, ao mesmo tempo que permite estudar processos físicos extremos, como a fusão nuclear e a criação de partículas exóticas.

Um segundo ponto é a sua influência na formação de planetas e na criação de condições adequadas para a vida em outros sistemas estelares. Além disso, o estudo das supernovas pode nos ajudar a prever e nos preparar para eventos cósmicos que poderiam afetar a Terra, como explosões de raios gama.

Além disso, as supernovas são usadas como velas padrão para medir distâncias no universo, o que nos ajuda a entender a expansão do universo e a natureza da energia escura.

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